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Flávio Bolsonaro conseguiu uma foto com Donald Trump em Washington, numa clara manobra de marketing eleitoral. O objetivo é ofuscar as investigações sobre suas obscuras transações com o Banco Master e a aliança com o ex-governador do Rio Cláudio Castro, também envolvido em escândalos financeiros.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à presidência da República, viajou sete mil quilômetros para conseguir uma fotografia ao lado de Donald Trump, em Washington. Vai para o álbum de recordações da campanha eleitoral de 2026.
É dura a vida de político na caça aos votos. O marketing eleitoral requer novos fatos e fotos ao final de cada dia. Nesta terça-feira (26/5), o candidato seguiu o manual.
Produziu imagem de campanha, dentro da Casa Branca, com potencial de ofuscar por algumas horas a memória flash das suas transações obscuras com Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master, preso por fraudes financeiras bilionárias.
Flávio Bolsonaro obteve 134 milhões de reais ao ex-banqueiro do Master no ano passado. Recebeu ao menos 61 milhões de reais até novembro. Um mês depois, visitou Vorcaro em prisão domiciliar para cobrar os 73 milhões restantes, segundo Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal.
Essa dinheirama, supostamente, seria para financiar a cinebiografia do pai, Jair Bolsonaro. Em Washington, o candidato desconversou sobre a onda de choque Master que abalou o seu desempenho nas pesquisas, deixando Lula isolado na preferência eleitoral: “Já falei tudo que eu tinha que falar sobre esse assunto
Flávio Bolsonaro também criou um fato do dia para a propaganda eleitoral. Anunciou ter apelado ao presidente dos Estados Unidos para classificar as máfias paulista (PCC) e carioca (CV) como organizações terroristas. Em tese, isso ampliaria e legitimaria intervenções do governo dos EUA no Brasil, principalmente no sistema financeiro nacional.
Não foi a primeira vez. No final de março, em Miami, ele discursou para uma plateia de aliados de Trump. Acusou o governo brasileiro — sem apresentar uma única prova— de “proteger organizações terroristas que oprimem meu povo, lucram e exportam drogas e armas para os Estados Unidos e para o mundo”.
Atrelar o Brasil ao domínio dos EUA tem sido uma fixação, uma constante na retórica política do clã Bolsonaro. No primeiro governo Trump, Jair Bolsonaro ofereceu-lhe a Amazônia para empresas americanas explorarem. Em 2024, fora da presidência, ele disse em público que se considerava um “informante” do governo dos Estados Unidos.
As fotografias na Casa Branca podem não render um único voto, mas evitaram outras imagens com potencial corrosivo, as que registram os interesses comuns do senador Flávio Bolsonaro e do ex-governador Cláudio Castro no comando do Partido Liberal e do governo do Estado do Rio. Eles se uniram desde a campanha de 2018.
Castro está no centro de múltiplas investigações por desvios no governo fluminense. Uma delas é por contratação de mais de 20 mil cabos eleitorais na disputa estadual de 2022. Outra é por dar proteção política e administrativa ao grupo empresarial (Refit) líder em dívidas tributárias. E, também, por ser responsável pela transferência de 3,7 bilhões de reais do fundo do funcionalismo estadual (Rioprevidência) ao falido Banco Master — pouco antes de Flávio Bolsonaro cobrar 73 milhões de reais do então banqueiro Daniel Vorcaro, que foi preso no dia seguinte.
O ex-governador planejava disputar uma vaga ao Senado no Estado do Rio. Ficou mais difícil. No Congresso, Cláudio Castro agora é visto como um dos candidatos radioativos do Partido Liberal. Outro é Flávio Bolsonaro. O PL tenta conter os danos das crises que eles provocaram.
Fonte do Conteudo: José Casado – veja.abril.com.br