Medida deve alcançar mais de 95 mil vínculos e gerar impacto anual de R$ 408 milhões na folha estadual
Por Denise Miranda
O governo do Espírito Santo anunciou reajuste linear de 4% para os servidores públicos estaduais, com vigência a partir de julho. A medida contempla ativos, aposentados e pensionistas e será encaminhada à Assembleia Legislativa para análise.
O anúncio foi feito pelo governador Renato Casagrande, ao lado do vice-governador Ricardo Ferraço, como parte da política de recomposição salarial do funcionalismo. Segundo o Executivo, o reajuste vinha sendo estudado desde o início do ano, em meio ao cenário de inflação acumulada e às demandas apresentadas por diferentes categorias do serviço público.
Levantamentos da administração estadual indicam que a medida deve alcançar mais de 95 mil vínculos, com impacto de aproximadamente R$ 408 milhões por ano na folha de pagamento. O aumento será aplicado de forma linear, abrangendo as carreiras da administração direta e indireta.
Em nota enviada à ES Brasil, a Secretaria de Gestão e Recursos Humanos (Seger) afirmou que o reajuste considerou critérios técnicos e fiscais, como os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, a disponibilidade orçamentária e o equilíbrio das contas públicas. “O reajuste também está alinhado ao planejamento orçamentário do Estado, que já prevê reserva de contingência para ações que impliquem elevação de despesas, como abertura de concursos e concessão de aumentos salariais”, diz o comunicado.
O secretário Marcelo Calmon Dias destacou que a medida foi estruturada com responsabilidade fiscal, garantindo um reajuste possível sem comprometer investimentos e serviços essenciais. Ele ressaltou ainda que o governo mantém diálogo aberto com as categorias, considerando a recomposição salarial um processo contínuo.
Durante o anúncio, Casagrande afirmou que a medida integra ações voltadas à valorização do funcionalismo. O vice-governador Ferraço reforçou que a decisão busca equilibrar a valorização profissional com a manutenção da capacidade de investimento do Estado. Agora, a expectativa do governo é de tramitação rápida do projeto na Assembleia, permitindo a incorporação do reajuste à folha já no segundo semestre.
Fonte do Conteudo: Denise Miranda – esbrasil.com.br