Senador capixaba Fabiano Contarato defendeu CPMI mista para apurar o caso
Por Robson Maia
O senador capixaba Fabiano Contarato, do PT (ES) afirmou nesta quinta-feira (15) que as fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) começaram no governo Jair Bolsonaro, e não na atual gestão do presidente Lula, do PT. O parlamentar assinou o documento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) para apurar o caso .
Investigadores da Polícia Federal descobriram um esquema de R$ 6,3 bilhões em desvios na instituição, durante o período entre 2019 e 2024. Na prática, aposentados tiveram descontos irregulares em pagamentos do INSS durante os 5 anos.
“CPMI do INSS assinada. Precisamos chegar às entranhas desse esquema, que teve início em 2019, durante o governo Bolsonaro, e foi desarticulado graças à atuação dos órgãos de controle no governo Lula. Não pouparemos esforços em busca da verdade!”, escreveu Contarato na rede social X.
“Fraudar aposentados e pensionistas é um crime inaceitável, de uma crueldade imensa contra aqueles que trabalharam para construir este país. Faço coro por uma investigação contundente, que traga punição exemplar para todos os responsáveis, doa a quem doer”.
No Congresso, deputados do PT ainda negociam sobre como serão os votos dos parlamentares da legenda no debate sobre a criação da CPMI, que reúne senadores e deputados federais. A oposição ao governo Lula protocolou o pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. No Congresso, há uma divisão – uns governistas apoiam a CPMI, outros não manifestaram interesse.
Magno Malta também pediu criação de CPMI
Em um discurso inflamado, o senador Magno Malta, do PL (ES), usou a tribuna do Senado no início do mês para cobrar a instalação imediata da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A fala, marcada por um tom combativo, incluiu um pedido direto pela prisão do ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, a quem Malta acusa de permitir “um assalto institucionalizado” aos benefícios de aposentados e pensionistas no país.
“Senhor presidente, o senhor Lupi e sua trupe precisam ser presos”, declarou o senador, em tom categórico. “Vivem nababescamente em cima da miséria de quem não tem aposentadoria nem para comprar remédio”, acrescentou.
O estopim para a revolta de Malta foi o relato da própria tia, idosa e amputada, que segundo ele tem enfrentado descontos indevidos em sua aposentadoria, sem explicações claras. “Ela me liga todo mês, desesperada. Está recebendo cada vez menos. O dinheiro que deveria garantir o mínimo de dignidade agora não dá nem para o remédio”, desabafou o senador.
Malta relatou ainda um encontro recente com representantes da Associação de Aposentados do Espírito Santo. De acordo com o senador, os relatos de descontos inexplicáveis e dificuldades financeiras são generalizados, especialmente entre aposentados do campo, trabalhadores rurais e pessoas em situação de vulnerabilidade social.
“É um comportamento infame. Roubam de quem mal tem o que comer. Estão tirando de quem já tem pouco, de quem trabalhou a vida inteira”, afirmou Malta, visivelmente indignado.
Apesar da contundência das críticas, Malta enfatizou que a instalação da CPMI do INSS não deve ser tratada como uma pauta de oposição, mas como uma questão de justiça social. “Não é contra o PT, não é contra o PDT, é contra ladrões. Contra gente sem sentimento. Tarados por dinheiro”, declarou.
Fonte do Conteudo: Robson Maia – esbrasil.com.br