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Estudantes e professoras de escola de Piúma representam o Espírito Santo na XII Bienal da Matemática, em Natal | Jornal Espírito Santo Notícias

Delegação da EEEFM Professora Filomena Quitiba apresentou três projetos desenvolvidos no Ensino Médio, com propostas que unem jogos, tecnologia e inclusão

Três professoras de matemática e três estudantes do terceiro ano do Ensino Médio da EEEFM Professora Filomena Quitiba, de Piúma, representaram a escola na XII Bienal de Matemática, realizada entre os dias 3 e 7 de agosto, em Natal (RN). O evento aconteceu na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e reuniu professores, estudantes e pesquisadores de diferentes regiões do país.
A delegação capixaba contou com o apoio da Secretaria de Estado da Educação (SEDU) e foi formada pelas professoras Renata Pereira Barbosa, Rita Paula D’Angelis Almeida Viana e Lilian Ferreira Freire, além dos estudantes Jean Gomes Florentino, Nauyna Gobetti Pedroza e Pérola Victoria Barbosa dos Santos.

Jogos, tecnologia e inclusão

Os trabalhos apresentados abordaram diferentes estratégias para tornar o ensino da matemática mais interativo, significativo e acessível.
O estudante Jean Gomes Florentino apresentou o projeto Trilha dos Enigmas Estatísticos: Uma abordagem lúdica no ensino de Estatística no Ensino Médio, orientado pela professora Renata Pereira Barbosa. A proposta utiliza um jogo de tabuleiro para trabalhar conceitos como média, moda, mediana, amplitude e frequência, estimulando a resolução de problemas e a interação entre os estudantes. O projeto também contou com pinos produzidos na própria escola em impressora 3D.
Já a estudante Nauyna Gobetti Pedroza apresentou Do Toque à Compreensão: Materiais Manipuláveis e Inclusão no Ensino de Matemática , sob orientação da professora Rita Paula D’Angelis Almeida Viana. O trabalho utiliza materiais didáticos manipuláveis para o estudo do Teorema de Pitágoras, incorporando diferentes texturas e cores, escrita em Braille e QR Codes com vídeos explicativos em libras.
O terceiro projeto, Inovação no Ensino de Geometria Espacial: O Uso do Aplicativo RA Sólidos Geométricos com Realidade Aumentada , foi apresentado pela Pérola Victoria Barbosa dos Santos, com orientação da professora Lilian Ferreira Freire. A ferramenta permite visualizar e explorar modelos tridimensionais de sólidos geométricos por meio de dispositivos móveis, contribuindo para a compreensão de conceitos como faces, arestas, vértices, área, volume e Relação de Euler.

Protagonismo dos estudantes

Durante as apresentações, os próprios estudantes explicaram os projetos aos participantes da Bienal e compartilharam as experiências desenvolvidas na escola.

“ Foi uma experiência incrível e que eu nunca vou esquecer. Os momentos que vivi nesses três dias ficarão marcados para sempre. ”, afirmou Jean Gomes Florentino.
Para Pérola Victoria Barbosa dos Santos, a experiência também representou o reconhecimento do esforço deles: “ Foi incrível, algo totalmente diferente de tudo o que eu havia vivenciado antes. Saber que a dedicação, os estudos e a escola nos proporcionaram essa oportunidade é algo que vou guardar para sempre. ”


Nauyna destacou a dimensão da experiência e as novas possibilidades proporcionadas pela participação no evento:

“ Todo esse processo foi uma realização para todos nós. Tivemos a oportunidade de viver novas experiências e compreender que existe um universo de possibilidades muito além daquilo que, até então, conseguíamos observar. ”

A professora Renata Pereira Barbosa ressaltou a troca de experiências proporcionada pelo evento e a importância de representar a escola pública em um espaço de discussão científica.
“ Foi uma grande oportunidade que a SEDU e a EEEFM Professora Filomena Quitiba nos proporcionaram. Além de aprendermos com outros professores, mestres e doutores de diferentes lugares, também tivemos a oportunidade de compartilhar um pouco do trabalho que realizamos com nossos alunos e que tem contribuído positivamente para a aprendizagem deles. ”
A participação na XII Bienal da Matemática reforça o potencial das práticas desenvolvidas na escola pública e evidencia como criatividade, tecnologia e inclusão podem contribuir para novas formas de ensinar e aprender matemática.

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Fonte do Conteudo: Luciana Máximo – www.espiritosantonoticias.com.br

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