por Juliana Santos
A modernidade nos trouxe um grande desafio a ser vivido, como duas gerações conseguem viver bem e seguras diante o uso de inteligências artificiais no dia a dia, e quando se trata de pais e filhos, essa distância de experiência torna esse desafio um dos maiores a serem superados, e como a família pode fazer isso da melhor maneira?
Por anos atendi mães que reclamavam que seus filhos ficavam jogando muito no tablet ou no celular e não queriam mais brincar com outros colegas, e até os irmãos morando na mesma casa optavam em passar mais tempo jogando sozinho ou em rede, no modo on-line. Devastador. Os pais dessas crianças tiveram uma infância com pouca tela e com muitas brincadeiras em grupo. Uma experiência bem diferente e prazerosa.
Seguem informações valiosas como proteger e orientar seus filhos na internet:
1 – Instalar controle parental, de preferência aplicativo que espelha em tempo real o que seu filho está acessando, parece que é uma invasão de privacidade, mas calma, a lei te permite a fazer isso, sabia. O ECA Digital (Lei nº 15.211/2025) e o Código Civil (Artigo 1.634) afirmam que os pais têm o direito de instalar aplicativos para acompanharem a rotina dos seus filhos na internet
2- Somente permitir o uso de internet nos aparelhos eletrônicos dos filhos caso eles já possuem entendimento e assumem algumas responsabilidades em casa e na escola. Uma criança que não é capaz de organizar seus materiais de estudos, arrumar o quarto, ajudar nas tarefas simples da rotina de casa, ela não está pronta para diferenciar com quem pode falar, jogar, enviar mensagem, limitar o que pode abrir ou navegar na internet.
3- Conversar sobre os riscos de fazer chamadas em vídeos, conversas em grupo nos aplicativos, não passar informações sobre a rotina das pessoas da casa, os nomes dos seus familiares, o nome da escola que estuda, a profissão dos pais e explicar o que de fato acontece de violento com crianças e adolescente na internet, não esconda, informe seus filhos do risco de ficar na internet sem precaução.
4 – Limitar o tempo e a qualidade dos conteúdos, o mais importante não é só o tempo, de acordo com o cálculo do quociente digital, o tipo de conteúdo interfere mais do que o tempo que crianças e adolescentes passam diante das telas.
5 – Participar ativamente, pesquisar que tipo de conteúdo, a qualidade do vídeo, o que esta sendo ensinado, mostrado, olhar tudo o que acessaram, os links, páginas, conversas em grupo. Os pais que respondem pelos atos dos seus filhos na internet, logo e por lei, precisam vigiar, dialogar e proteger seus filhos no mundo digital.
A melhor proteção para uma criança no mundo digital não é apenas um bloqueio na tela. É uma consciência bem formada.
Juliana Santos é palestrante internacional, escritora, pedagoga, especialista em uso consciente de telas digitais, pós graduanda em Dependências digitais: Saúde mental na era tecnológica e Saúde mental do Educador e prevenção do burnout www.julianasantoseduca.com.br e Instagram: @julianasantos.telas
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Fonte do Conteudo: Luciana Máximo – www.espiritosantonoticias.com.br