Filha diz que mulher assassinada em Iúna tentava deixar o crack antes de morrer | Jornal Espírito Santo Notícias

A mulher havia passado por cinco internações e conseguiu ficar cerca de oito meses sem usar a droga antes de sofrer uma recaída

Ana Rita da Fonseca Ribeiro, de 53 anos, encontrada morta em uma área de descarte de lixo no bairro Quilombo, em Iúna, no Caparaó capixaba, vinha tentando abandonar o uso de crack antes de ser assassinada. Segundo a filha, de 29 anos, a cabeleireira havia passado por cinco internações em clínicas de reabilitação e, na última tentativa, conseguiu permanecer aproximadamente oito meses sem consumir a droga.

A filha contou que a mãe enfrentava o vício havia cerca de seis anos. Segundo ela, o consumo teria começado após uma desilusão amorosa, em meio a outras dificuldades pessoais e à distância dos filhos.

A jovem relatou que Ana Rita chegou a buscar tratamento diversas vezes ao longo dos anos. A última internação durou cerca de oito meses. Depois desse período, a mulher conseguiu permanecer sem usar crack por conta própria, mas acabou retornando a Iúna e sofreu uma recaída.

A família acompanhava a tentativa de recuperação e, segundo a filha, Ana Rita enfrentava dificuldades para se manter distante do consumo de drogas. O relato ajuda a contextualizar parte da trajetória pessoal da vítima, mas não estabelece qualquer relação entre o uso de entorpecentes e as circunstâncias do assassinato.

Mulher foi morta com golpes na cabeça

Ana Rita foi encontrada sem vida no domingo (23), em uma área utilizada para descarte de lixo, no bairro Quilombo. A vítima apresentava uma grave lesão na cabeça.

A perícia preliminar apontou que o homicídio teria ocorrido entre 21h30 e 22h40 do sábado (22). Durante as primeiras diligências, testemunhas relataram à polícia que uma pessoa teria agredido a mulher várias vezes com um objeto semelhante a uma barra de ferro.

Um homem de 41 anos foi preso pela Polícia Civil e é investigado como suspeito do assassinato. Conforme a apuração policial, ele conhecia Ana Rita e teria acreditado que a mulher havia furtado seu celular para vender o aparelho e usar o dinheiro na compra de drogas.

O suspeito foi localizado após diligências realizadas pelas polícias Civil e Militar. Segundo as autoridades, ele tentou fugir quando percebeu a aproximação das equipes, mas acabou detido.

O homem foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil, emprego de meio cruel e utilização de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima. Ele foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

As circunstâncias do crime continuam sendo investigadas pela Polícia Civil de Iúna.

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Fonte do Conteudo: Luciana Máximo – www.espiritosantonoticias.com.br

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