
O Flamengo ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 2 bilhões em receita operacional bruta. De acordo com o balanço financeiro divulgado pelo clube na terça-feira, 31 de março de 2026, o valor chegou a R$ 2,089 bilhões em 2025.
O resultado veio embalado por uma combinação de fatores. Pesaram o desempenho esportivo, o avanço das receitas comerciais, a retomada do matchday com a gestão do Maracanã e, sobretudo, o forte volume de transferências de jogadores.
Na venda de atletas, o salto foi grande. O clube arrecadou R$ 519 milhões em 2025, bem acima dos R$ 113 milhões registrados em 2024 e dos R$ 334 milhões de 2023. Em termos nominais, foi o maior valor da série histórica do Flamengo nesse tipo de operação.
Do outro lado, o investimento na compra de jogadores também subiu. O clube desembolsou R$ 636 milhões em 2025. No ano anterior, esse número havia sido de R$ 435 milhões. Em 2023, ficou em R$ 301 milhões.
Mesmo com gasto elevado no mercado, o Flamengo conseguiu reduzir a dívida operacional líquida. O valor caiu de R$ 344 milhões em 2024 para R$ 174 milhões em 2025.
Entre os principais indicadores do balanço, o clube informou receita bruta de R$ 2,089 bilhões, receita recorrente de R$ 1,571 bilhão, Ebitda de R$ 616 milhões e superávit de R$ 336 milhões.
A curva de crescimento da receita ajuda a explicar o peso do resultado. Em 2024, o Flamengo havia registrado R$ 1,4 bilhão. Em 2023, foram R$ 1,5 bilhão. Antes disso, o clube somou R$ 1,3 bilhão em 2022, R$ 1,2 bilhão em 2021, R$ 1,017 bilhão em 2020 e R$ 1,3 bilhão em 2019.
A trajetória da dívida operacional líquida também mostra uma oscilação importante nos últimos anos. O valor estava em R$ 513 milhões em 2019 e subiu para R$ 643 milhões em 2020, no impacto da pandemia. Depois, caiu para R$ 321 milhões em 2021, R$ 250 milhões em 2022 e R$ 53 milhões em 2023. Em 2024, voltou a subir para R$ 344 milhões. Agora, em 2025, recuou outra vez para R$ 174 milhões. Segundo o clube, todos os valores foram atualizados pelo IPCA.
No balanço, o Flamengo afirma que o avanço nas transferências reflete a valorização de atletas formados na base e negociações estratégicas envolvendo direitos econômicos de jogadores do elenco profissional.
Fonte do Conteudo: Quintino Gomes Freire – diariodorio.com