O capixaba pode preparar o protetor solar — e os agricultores, a irrigação. As projeções mais recentes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam um fim de semana de tempo predominantemente estável, com sol e temperaturas em elevação em todo o Espírito Santo. Contudo, por trás dos dias ensolarados, desenha-se um cenário meteorológico que exige atenção redobrada quanto aos recursos hídricos e ao campo.
Calorzão à vista e dias abafados
A partir deste sábado (26), uma grande massa de ar quente passa a se estabelecer sobre o interior do Brasil, podendo fazer os termômetros superarem os 40 °C em áreas do Centro-Oeste e do Sudeste.
Tecnicamente, o Espírito Santo não está incluído no aviso oficial de onda de calor — classificação reservada para quando as temperaturas ficam pelo menos 5 °C acima da média histórica por cinco dias consecutivos. No entanto, o alívio para os capixabas para por aí: o calor será intenso de qualquer forma.
As temperaturas máximas no estado devem subir gradualmente até a próxima quarta-feira (30), podendo superar os 35 °C principalmente no Sul capixaba (como em Cachoeiro de Itapemirim), na Região Serrana e no Noroeste do estado.
Como fica o fim de semana no ES?
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Sábado (26): Predomínio de sol com variação de nuvens. Há possibilidade apenas de chuva rápida e isolada no extremo norte do estado.
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Domingo (27): O dia será ensolarado e quente em todas as regiões capixabas, sem previsão de grandes instabilidades.
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Segunda-feira (28): A semana começa com aumento de nuvens na faixa leste e chance de chuva isolada no Sul do estado, mas sem queda expressiva na temperatura.
Alerta ambiental e agrícola: uutubro terá chuvas abaixo da média
Se o fim de setembro promete calor, a tendência do Inmet para o mês de outubro traz preocupações para a cobertura vegetal e para a produção agrícola capixaba.
Diferente de São Paulo, que deve registrar volumes significativos de chuva, o Espírito Santo e Minas Gerais tendem a apresentar acumulados pluviométricos abaixo da média climatológica. A combinação de precipitações irregulares com temperaturas elevadas gera um aumento da evapotranspiração — processo pelo qual a água do solo e das plantas evapora mais rapidamente.
O impacto nas lavouras e na cafeicultura
Esse estresse hídrico esperado para outubro requer cautela imediata do setor produtivo:
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Florada do Café: Na cafeicultura, carro-chefe da economia agrícola capixaba, a irregularidade das chuvas associada ao calor forte pode prejudicar a uniformidade da florada, a fixação dos frutos e o crescimento vegetativo das plantas.
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Preparo do Solo: A recuperação da umidade do solo será lenta, o que exige planejamento rigoroso para a semeadura e o estabelecimento das culturas de grãos.
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Manejo de Irrigação: Mesmo nas propriedades agrícolas irrigadas, a altíssima demanda evaporativa da atmosfera exigirá monitoramento constante para evitar o desabastecimento de mananciais e o desperdício de água.
Com o horizonte de um outubro mais seco e quente que o habitual, o monitoramento dos reservatórios e o uso consciente da água voltam ao centro do debate ambiental no estado.
Fonte do Conteudo: Redação Multimídia ESHOJE – eshoje.com.br