Hábitos ao longo da vida podem ajudar a reduzir risco de demência; veja os principais

Boa alimentação, prática de atividade física, descanso adequado e busca por novos aprendizados ajudam a reduzir o risco de Alzheimer

Publicado em 09/09/2026 – 07:22

Os fatores associados à demência podem ser divididos em três etapas da vida: infância, meia idade e vida tardia

Especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo alertam, com base na literatura médica, que até 45% do risco de demência é potencialmente modificável. Embora a idade avançada seja o principal fator associado ao quadro, parte dos fatores relacionados ao desenvolvimento da doença pode ser modificada ao longo da vida. Entre as medidas que podem contribuir para a prevenção do Alzheimer estão alimentação balanceada, atividade física, descanso adequado, controle de diabetes e hipertensão e busca por novos aprendizados.

O Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que compromete a memória e as funções cognitivas e, com a evolução da doença, pode afetar a capacidade de realizar atividades cotidianas. O quadro também pode provocar alterações comportamentais e sintomas neuropsiquiátricos, como apatia, agitação, depressão, ansiedade, irritabilidade, delírios e alucinações.

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De acordo com o neurocirurgião do Iamspe, José Oswaldo de Oliveira Júnior, o controle de doenças crônicas e os estímulos cognitivos podem contribuir para a prevenção e o retardo do declínio cognitivo. “Os hábitos adotados ao longo da vida, como má alimentação, sedentarismo e tabagismo, podem apresentar efeito cumulativo e independente sobre esse risco. Quanto maior o número de comportamentos saudáveis adotados simultaneamente, maior a possibilidade de reduzir o risco”, explica.

Os fatores associados à demência podem ser divididos em três etapas da vida: início da vida, até os 17 anos; meia-idade, dos 18 aos 64 anos; e vida tardia, a partir dos 65 anos.

No início da vida, a baixa escolaridade está associada ao menor desenvolvimento da reserva cognitiva. Já na meia-idade, fatores como hipertensão, diabetes e sedentarismo ganham destaque. A pressão alta pode danificar os vasos cerebrais, enquanto o diabetes provoca alterações metabólicas e vasculares. O sedentarismo, por sua vez, aumenta a probabilidade de doenças cardiovasculares e metabólicas, comprometendo a saúde cerebral.

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Na vida tardia, por sua vez, estão entre os fatores associados à demência o isolamento social, a poluição do ar e a perda visual não tratada. 

“O isolamento social reduz os estímulos cognitivos e pode estar associado a outros fatores, como depressão e sedentarismo. A poluição do ar está relacionada a processos inflamatórios e alterações vasculares que também podem afetar o cérebro. Já a perda visual não tratada pode reduzir a estimulação sensorial e cognitiva, além de favorecer o isolamento social”, complementa o neurologista do Iamspe.

Fonte do Conteudo: Kauan Bessa de Azevedo – www.agenciasp.sp.gov.br

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