Instituto oferece terapias e atividades esportivas gratuitas para pessoas com autismo no Rio

Foto: Michele Gomes (Instituto Uevom)

Em meio aos desafios de acesso a terapias e atividades inclusivas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Instituto Uevom vem ampliando sua atuação no Rio ao oferecer atendimento gratuito em diferentes regiões da cidade. Atualmente, cerca de duas mil pessoas com autismo são atendidas pela instituição, com atividades que vão de esportes adaptados a oficinas e suporte social.

A iniciativa está presente em bairros como Complexo da Maré, Irajá, Praça Seca e Santa Cruz, com foco no desenvolvimento da autonomia, da interação social e das habilidades motoras de pessoas no espectro autista.

Para Cátia Simão, diretora técnica do instituto, o objetivo é garantir acesso a direitos e promover qualidade de vida. “Nossa organização reconhece a necessidade de garantir a acessibilidade de pessoas com autismo. Trabalhamos para que todos tenham acesso aos direitos e alcancem uma vida plena, saudável e feliz”, disse.

O acesso a terapias especializadas ainda representa um desafio para muitas famílias. Segundo levantamento do Mapa Autismo Brasil, a maioria gasta até R$ 1 mil por mês com tratamentos, enquanto apenas uma parcela reduzida utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesse cenário, o Uevom atende gratuitamente 1.939 pessoas com autismo por meio da gestão dos Centros Municipais de Referência da Pessoa com Deficiência, localizados em Irajá, Praça Seca e Santa Cruz. As unidades oferecem oficinas, terapias e acompanhamento social voltados ao desenvolvimento integral dos usuários.

Um dos atendidos é Gideon da Silva, de 11 anos, que participa das atividades no CMRPD do Mato Alto, na Praça Seca. No espaço, ele desenvolve habilidades por meio de aulas de computação e arte ambiental, com foco em coordenação motora, cognição e interação. Segundo a mãe, Alexsandra Silva, o avanço foi perceptível em cerca de um ano.

“Ele não brincava com outras crianças e tinha dificuldade de interação. Hoje, melhorou muito, aprendeu a dividir, a esperar e passou a se interessar por atividades como observar a natureza e os animais”, relatou.

Esporte como ferramenta de inclusão

Além das terapias, o esporte também tem papel central nas ações do instituto. No projeto Educar Pelo Esporte, realizado na Vila Olímpica Seu Amaro, na Maré, 42 alunos com TEA participam de aulas adaptadas, como dança e atividades aquáticas.

As práticas são acompanhadas por profissionais especializados e têm como objetivo estimular coordenação motora, disciplina e socialização. Entre os alunos está Pedro Lucas, de sete anos, que encontrou na natação um caminho para o desenvolvimento.

“Ele tinha dificuldade em lidar com frustrações e limites. O projeto trouxe um ambiente estruturado e acolhedor, que ajudou muito no desenvolvimento dele”, conta a mãe, Daiany Alves.

Impacto social

Os Centros Municipais de Referência da Pessoa com Deficiência, vinculados à Prefeitura do Rio, oferecem atendimento interdisciplinar e apoio às famílias, além de incentivar a autonomia e a inclusão social.

Já o projeto Educar Pelo Esporte, realizado pelo Instituto Uevom com patrocínio da Petrobras, integra atividades esportivas e ações socioeducativas voltadas a temas como direitos humanos, equidade de gênero e conscientização ambiental.

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Fonte do Conteudo: Mariana Motta – diariodorio.com

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