Justiça espanhola acusa esposa do premiê por quatro delitos e a aproxima do banco dos réus

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A Justiça espanhola concluiu a investigação preliminar contra a esposa do primeiro-ministro Pedro Sánchez, Begoña Gómez, nesta segunda-feira, 13, e considerou haver provas suficientes para levar o caso a julgamento por júri popular, com base em quatro acusações. A decisão foi proferida pelo magistrado responsável pelo inquérito, Juan Carlos Peinado, que rejeitou o pedido de arquivamento do processo e declarou não ser necessária nenhuma apuração adicional.

O juiz solicitou que o Ministério Público se manifeste sobre a abertura do julgamento. Peinado retirou a acusação de exercício ilegal da profissão, mas manteve as outras quatro: tráfico de influência, corrupção em negócios, apropriação indébita e desvio de verbas públicas.

Além da esposa do premiê, o juiz também encaminhou Cristina Álvarez, assessora do gabinete de Sánchez, e o empresário Juan Carlos Barrabés a julgamento. A primeira enfrenta acusações relacionadas ao possível desvio de fundos por meio de seu envolvimento nos negócios privados de Begoña, bem como por seu suposto envolvimento nas outras três acusações. Já Barrabés responde por possível tráfico de influência e corrupção, visto que suas empresas supostamente se beneficiaram da intervenção da primeira-dama após ele tê-la ajudado a estabelecer sua cátedra na Universidade Complutense de Madri.

A decisão judicial detalha as provas reunidas para cada um dos supostos crimes, a fim de justificar “a continuação do processo”, e deu um prazo de cinco dias para que as partes apresentem seus pareceres sobre a necessidade do caso prosseguir para julgamento.

É provável que a ação seja analisada por júri popular. O único recurso da defesa para evitar isso reside no Tribunal Provincial de Madri, onde já interpuseram recursos solicitando o arquivamento de todo o processo. Até o momento, a vara criminal que revisa as investigações de Peinado corrigiu o juiz em diversos pontos, exigindo antes do julgamento a emissão de uma ordem detalhada delineando as provas específicas de irregularidades (o que acaba de fazer). No entanto, sempre permitiu que o cerne do inquérito prosseguisse.

Sánchez chegou a ameaçar um pedido de renúncia em resposta ao que diz ser uma “operação de assédio e intimidação” por parte dos seus opositores políticos contra ele e sua família, incluindo as acusações contra sua esposa, mas depois recuou.

Fonte do Conteudo: Amanda Péchy – veja.abril.com.br

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