Má alimentação impacta no peso e na saúde hormonal infantil

De janeiro a agosto de 2025, o Espírito Santo registrou 24.032 mil atendimentos em crianças de 5 a 10 anos com peso elevado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), a taxa de peso elevado infantil no estado tem apresentado aumento, principalmente nesta faixa etária.

Em relação às crianças de 0 a 5 anos de idade, foram registradas pelo SUS 19.177 atendimentos de janeiro a agosto deste ano. No ano anterior, no mesmo período, foram 16.408 mil atendimentos.

Muitos são os riscos do excesso de peso em crianças e adolescentes, uma vez que pode comprometer o desenvolvimento físico e aumentar o risco de doenças crônicas, como hipertensão e problemas cardíacos.

“A obesidade infantil pode causar hipertensão, problemas cardíacos, sobrecarga nas articulações e até alterações hormonais. Além disso, o impacto emocional é enorme, levando à baixa autoestima, depressão e transtornos alimentares”, explicou a médica pediatra e diretora assistencial do HIMABA, Vanuza Guasti.

A médica informou que o conhecido “excesso de fofura” não deve ser considerado saudável, muito menos incentivado pelos pais. “A família tem o dever de incentivar hábitos saudáveis desde cedo, com alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e redução do tempo de tela”, orientou Vanuza Guasti.

Para a nutricionista e referência técnica de Nutrição do HIMABA, Nathiely Bono, os principais erros alimentares que contribuem para a obesidade infantil estão relacionados, em grande parte, aos hábitos da família. A profissional aponta que o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados, fast food e doces no dia a dia favorece o excesso de calorias, açúcares e gorduras, o que aumenta o risco de ganho de peso e obesidade. E a falta de rotina nas refeições, além da baixa ingestão de frutas, verduras e preparações caseiras também são fatores que agravam o problema, segundo pontuou a nutricionista.

“As famílias podem introduzir hábitos alimentares mais saudáveis nas crianças, mesmo com a rotina corrida, adotando pequenas estratégias de organização. Uma delas é se programar para preparar as refeições da semana, dedicando um momento para planejar o cardápio e organizar os alimentos. Comprar frutas e verduras com antecedência, deixá-las higienizadas, cortadas e porcionadas na geladeira facilita muito o consumo no dia a dia. Assim, quando a rotina escolar e as atividades apertarem já haverá opções práticas e saudáveis disponíveis, evitando o recurso a alimentos ultraprocessados”, explicou a nutricionista.

Fonte do Conteudo: Redação Multimídia ESHOJE – eshoje.com.br

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