‘Máfia das cantinas’: MPRJ mira esquema que teria fraudado licitações em presídios do Rio

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, nesta terça-feira, 1º, uma operação contra um grupo acusado de controlar a exploração das cantinas de presídios estaduais. Segundo o Gaeco, a organização teria atuado entre 2015 e 2024 para restringir a concorrência em licitações e teria causado prejuízo superior a R$ 25 milhões aos cofres públicos.

A investigação aponta que empresas que apareciam como concorrentes nos processos de licitação estariam, na realidade, ligadas ao mesmo grupo. A estratégia, segundo a denúncia, era criar uma aparência de disputa enquanto dificultava a entrada de outras empresas no mercado. Em uma licitação realizada em 2019, os investigados teriam conseguido 38 dos 40 lotes disponíveis.

O esquema também envolveria agentes públicos. Conforme a denúncia, integrantes da organização combinavam previamente a distribuição dos lotes e, em determinadas situações, contavam com servidores para favorecer as empresas ligadas ao grupo. Entre os denunciados está um ex-subsecretário de Gestão, Finanças e Planejamento, apontado como responsável por desclassificar empresas que não faziam parte do esquema.

Durante a operação, equipes do MPRJ e da Secretaria de Estado de Polícia Penal cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços na capital, em Mesquita e em Duque de Caxias. Cerca de R$ 29 mil em dinheiro e peças de ouro foram apreendidos. O Gaeco também pediu que os denunciados sejam condenados a ressarcir R$ 25 milhões pelos danos atribuídos ao esquema. A ação é a segunda fase da Operação Snack Time, iniciada em novembro de 2024.

Fonte do Conteudo: Duda Monteiro de Barros – veja.abril.com.br

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