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Malta se acorrenta no Senado em protesto contra Moraes

Senador capixaba Magno Malta é um dos mais ativos nos protestos promovidos pela oposição contra ministro Alexandre de Moraes

Por Robson Maia

O senador capixaba Magno Malta, do PL (ES), subiu o tom no protesto junto aos parlamentares de oposição a favor da abertura do processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O congressista se acorrentou à mesa do plenário do Senado, nesta quarta-feira (6).

O movimento teve início na última segunda-feira (4), após a decisão de Moraes que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). O protesto ocorreu ao lado dos senadores Eduardo Girão, do Novo (CE) e Hélio Filho, do PL (SP).

Eles avisaram que o ato é uma demonstração ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), da determinação de não deixar o local enquanto suas demandas não forem atendidas. As ações da oposição no Congresso surgem como uma tentativa de busca por maior visibilidade e tem como meta pressionar a presidência. 

Desde o início da semana, parlamentares aliados do ex-presidente têm ocupado fisicamente as mesas diretoras de ambas as casas legislativas, bloqueando as sessões plenárias.

No plenário da Câmara, deputados foram flagrados realizando atividades cotidianas, como tomar café da manhã sobre a Mesa Diretora, em aparente ato de obstrução. Entre eles estavam Gustavo Gayer, do PL (GO), Carlos Jordy, do PL (RJ), Rodolfo Nogueira, do PL (MS), Alberto Fraga, do PL (DF), e o líder da oposição, Luciano Zucco, do PL (RS).

Paralisação tem travado votações importantes

Até o momento, Alcolumbre tem evitado confrontos diretos e mantido contato com senadores e presidentes de comissões, solicitando a presença em suas agendas para assegurar a continuidade das atividades legislativas e preservar a imagem institucional do Senado.

Ministro Alexandre de Moraes (STF) impôs prisão domiciliar a Jair Bolsonaro e confisca celular. A medida ocorre por descumprimento de cautelares. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil/Arquivo

Apesar da paralisação, as comissões técnicas, como as de Constituição e Justiça (CCJ), Direitos Humanos (CDH), Meio Ambiente (CMA), Ciência e Tecnologia e Esportes (CEsp), mantêm suas atividades, realizando deliberações e audiências públicas.

Contudo, a situação pode causar impactos negativos, como o risco de perda da validade de um Projeto de Lei  (PL ) que prevê isenção do Imposto de Renda para quem recebe até dois salários mínimos (R$ 3.036), caso não seja votado até o dia 11.

Fonte do Conteudo: Robson Maia – esbrasil.com.br

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