Hoje acordei de madrugada e fiz uma oração diferente.
Agradeci a Deus por ter atendido as nossas súplicas por Marina. Agradeci pelo milagre que estamos testemunhando, pela vida que floresce depois de tantos dias difíceis.
E, logo que despertei, fiquei pensando em como é maravilhoso contemplar um novo dia. Vê-lo nascer por trás da mata ou no fundo do mar. Simplesmente acordar, levantar da cama, caminhar pela casa silenciosa, escovar os dentes, abrir uma janela, sentir o dia chegando devagar. Fazer o café. Sentar-se à mesa.
Coisas tão pequenas da rotina que, quando a vida nos assusta, ganham outro tamanho.
Durante o café, pensei em você, Marina.
Como deve ser grande a saudade da sua casa, dos seus, de preparar o café e sentar ao lado de Tiago e Arthuzinho. Saudade dos bichos, dos objetos, dos barulhos conhecidos, das pequenas tarefas que fazemos todos os dias sem perceber o quanto são preciosas.
Já era hora de medicar Chalin, nosso gato doentinho, que depende dos nossos cuidados. Depois, soltar Toby para o passeio matinal pelo pasto da vizinhança. Colocar comida para o cachorro, lavar o balde, encher de água fresca e varrer o lugar onde ele dorme.
E, enquanto varria, pensei em você outra vez.
Agradeci a Deus por ter um cachorro para cuidar, gatos, plantas, uma casa tão sonhada, onde chegamos ainda na lamparina. Agradeci pelo trabalho que, a todo instante, me chama para a correria.
Talvez seja isso que você esteja me ensinando, Marina: a enxergar a grandeza escondida nas coisas pequenas.
Decidi mudar. Não quero mais levar para o coração aquilo que não merece morar nele, como Tiago me sugeriu naquela mensagem de boa-nova sobre você.
Não quero me entristecer por críticas, ataques nas redes sociais, palavras lançadas de qualquer maneira ou pelos prejuízos que algumas pessoas nos causam. Tudo isso é tão pequeno diante da vida.
E você tem me ensinado isso.
Sabe, Marina, minha advogada criminalista, eu achava que deveria me preocupar muito com aquela causa. Mas você, com a tranquilidade de quem conhece a lei, me disse:
“Você não cometeu crime. Você não foi lá para fazer o que estão te acusando. Fica tranquila.”
Como minha defensora, você me devolveu a paz.
Hoje penso também no quanto você se doou a tantas pessoas que chegaram até você. Talvez por isso essa corrente tenha sido tão grande. Tantas pessoas se ajoelharam, rezaram, choraram e clamaram a Deus pela sua vida.
Porque você deixou marcas.
E, sem talvez imaginar, tem deixado marcas em mim também.
Tenho aprendido que não preciso de muito. Tenho a vida, a saúde, minha casa, minha família, meus bichos, meu trabalho, as pessoas que amo e os cuidados que Deus coloca sobre mim todos os dias.
Agradeço a Ele por ter colocado Tiago no meu caminho, mesmo no meio da trincheira da vida, entre notícias, BOs, urgências e batalhas. E agradeço por ter colocado você no meu caminho, como referência na defesa criminal e, sobretudo, como alguém que tem me aproximado mais de Deus.
Aquele processo?
Está nas mãos Dele.
E quando entregamos verdadeiramente alguma coisa a Deus, a preocupação perde força. O que parecia enorme fica pequeno. O que parecia urgente pode esperar.
Porque, no fim, o que importa é tão simples:
estar vivo, estar em casa, ter quem amar, ter alguém para cuidar, um café para preparar, um cachorro para alimentar, um gato para medicar, uma planta para regar, um trabalho para fazer e alguém para abraçar.
As coisas mais simples.
As que, no fundo, são as maiores.
Hoje quero agradecer mais e reclamar menos. Quero guardar no coração somente aquilo que vale a pena e continuar acreditando que a fé realmente move montanhas.
Nós estamos esperando você, Marina.
Esperando você voltar para casa, para o seu café, para Tiago, para Arthuzinho, para as suas coisas, para a vida.
E, quando você chegar, vamos agradecer juntos.
A Deus.
Pela sua vida.
Pelo milagre.
Por você ter entrado na minha vida e na vida de tanta gente.
Você é o nosso milagre, Marina.
E depois de tudo, eu aprendi que os maiores milagres podem estar justamente nas coisas mais simples:
na vida, na casa, no amor, na fé e na possibilidade de simplesmente acordar amanhã e agradecer.
PS: O cachorro e o agto – Toby e Chalin – o restante é criação de IA.
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Fonte do Conteudo: Luciana Máximo – www.espiritosantonoticias.com.br