Uma das maiores plataformas e instituição de investimentos com atuação no Espírito Santo está no centro de uma grave crise financeira e operacional. Apurada com exclusividade pelo ES Hoje, a situação é classificada por interlocutores do mercado como uma espécie de “Compliance Zero” capixaba. Com prejuízos acumulados na ordem de R$ 500 milhões — sendo cerca de R$ 300 milhões captados diretamente com empresas locais —, o grupo ganhou nos bastidores o indigesto apelido de “Master Capixaba”.
O Modo de Operação (Como funcionava a tese)
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Aquisição e Repaginação: A empresa adquiria ativos no mercado por valores baixos (descontados contabilmente) e realizava projeções otimistas de valorização contábil.
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Captação de Recursos: Com base nessas projeções de valorização futura, a plataforma captava recursos no mercado, atraindo capital substancial de grandes e médias empresas do Espírito Santo.
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A Falha na Execução: As teses de investimento e a evolução dos ativos não se concretizaram como o projetado, gerando uma espiral de desvalorização e incapacidade de honrar os retornos previstos.
A vulnerabilidade estrutural
Diferente das instituições bancárias tradicionais reguladas, por não ser constituída formalmente como banco comercial/múltiplo, a instituição não conta com a cobertura de fundo garantidor de investimentos para a modalidade adotada. Essa ausência de rede de proteção deixa os investidores — em especial o empresariado capixaba que aportou os R$ 300 milhões — diretamente expostos ao prejuízo substancial.
Fonte do Conteudo: Danieleh Coutinho – eshoje.com.br