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Medo da agressões por motivos políticos atinge seis em cada dez brasileiros, revela pesquisa – Política Capixaba

A tensão política no Brasil permanece em patamares elevados e afeta o comportamento de grande parte do eleitorado. Segundo a pesquisa Medo do Crime e Eleições 2026, seis em cada dez brasileiros temem sofrer agressões físicas devido às suas posições partidárias. O levantamento foi realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha e divulgado ontem (11/05/2026).

O índice atual de 59,6% mostra uma leve redução em comparação aos 68% registrados em 2022. No entanto, os pesquisadores alertam para uma acomodação do medo em níveis críticos. Nos últimos doze meses, cerca de 3,6 milhões de cidadãos relataram ter sofrido algum tipo de violência política.

O sentimento de insegurança é mais acentuado entre as mulheres, atingindo 65% do grupo. Nas classes sociais D e E, o receio de ataques alcança 64,2% dos entrevistados. O estudo aponta que o medo não é uma sensação abstrata, mas um fator que reorganiza o cotidiano e o consumo da população.

A presença do crime organizado intensifica o silenciamento dos eleitores. Em bairros dominados por facções ou milícias, quase 60% das pessoas evitam debater política para não sofrer represálias. “O crime organizado não atua apenas pelo uso direto da força, mas pela capacidade de induzir silêncio, autocensura e restrição da circulação”, destaca o relatório.

A insegurança geral também motiva mudanças drásticas de hábito em 57% da população. O medo de golpes digitais e roubos à mão armada lidera as preocupações dos brasileiros. Nas capitais, o receio é tão alto que 45,2% dos cidadãos deixaram de sair de casa com o telefone celular.

Para os especialistas do Fórum, a segurança pública será o critério central das próximas eleições. “A vida social é sequestrada quando grupos armados passam a ditar as regras de quem pode entrar ou sair de determinados territórios”, sintetiza a pesquisa. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais.

(Foto: reprodução)

Fonte do Conteudo: Arnóbio Manso Paganotto – politicacapixaba.com.br

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