Manter a saúde do coração vai muito além de evitar excessos pontuais. A forma como uma pessoa se alimenta ao longo da vida tem efeito direto no risco de desenvolver doenças cardiovasculares, que seguem entre as principais causas de morte no mundo.
Com base nas evidências mais recentes, a American Heart Association (AHA) atualizou suas recomendações alimentares. A nova diretriz foi publicada nessa terça-feira (31/3) na revista científica Circulation e reúne orientações consideradas essenciais para proteger o coração.
Segundo a cientista Alice H. Lichtenstein, responsável pelo comitê da publicação, as recomendações não mudaram radicalmente, mas foram fortalecidas por novas evidências.
“As orientações podem parecer familiares, mas a ciência que as sustenta está mais robusta. Isso permite ajustes importantes para manter as recomendações alinhadas ao que há de mais atual sobre alimentação e saúde cardiovascular”, disse em comunicado.
As diretrizes destacam que não se trata de seguir regras rígidas, mas de construir um padrão alimentar sustentável ao longo da vida.
Veja os 9 passos para um coração mais saudável
1 – Equilibrar alimentação e gasto energético
Manter o peso corporal adequado ajuda a reduzir o risco de hipertensão, diabetes e sobrecarga do coração.
2 – Consumir mais frutas e verduras
Os alimentos são ricos em fibras, vitaminas e antioxidantes, que auxiliam na proteção dos vasos sanguíneos.
3 – Preferir grãos integrais
Alimentos integrais contribuem para o controle do colesterol e da glicose no sangue.
4 – Escolher boas fontes de proteína
Dar preferência a leguminosas, peixes e oleaginosas reduz o consumo de gordura saturada e melhora a saúde cardiovascular.
5 – Priorizar gorduras insaturadas
Presentes em alimentos como azeite, abacate e castanhas, as gorduras ajudam a proteger o coração.
6 – Reduzir alimentos ultraprocessados
Produtos industrializados costumam ter excesso de sódio, açúcar e aditivos, associados a um maior risco de doenças.
7 – Diminuir o consumo de açúcar
Altas quantidades de açúcar estão ligadas ao ganho de peso e ao aumento do risco de diabetes.
8 – Controlar o consumo de sal
O excesso de sódio pode elevar a pressão arterial, um dos principais fatores de risco cardiovascular.
9 – Evitar ou limitar o álcool
O consumo de bebidas alcoólicas está associado a diversos problemas de saúde, incluindo doenças do coração.
Mudanças simples fazem diferença
As diretrizes reforçam que o foco deve estar no conjunto da alimentação, e não em nutrientes isolados. Pequenas substituições no dia a dia já podem trazer benefícios importantes.
Entre os pontos destacados está a recomendação de reduzir o consumo de carne vermelha e priorizar fontes de proteína vegetal. Também há ênfase na escolha de alimentos menos processados e na atenção ao teor de sódio, muitas vezes elevado em produtos industrializados.
Outro aspecto importante é a atualização sobre gorduras. Em vez de apenas evitar gorduras saturadas, o documento orienta a substituição por fontes mais saudáveis, como óleos vegetais e sementes.
Alimentação ao longo da vida
Os especialistas também chamam atenção para a importância de adotar os hábitos desde cedo. Segundo Lichtenstein, o risco cardiovascular começa a se formar ainda na infância e pode ser influenciado por fatores ao longo de toda a vida.
Por isso, a recomendação é que padrões alimentares saudáveis sejam incorporados o quanto antes e mantidos de forma consistente.
“As orientações foram pensadas para serem flexíveis e adaptáveis a diferentes realidades. O mais importante é buscar o progresso ao longo do tempo, e não a perfeição”, afirma.
O documento também destaca o papel das famílias na construção desses hábitos, especialmente na infância, e a necessidade de adaptar a alimentação às diferentes fases da vida, respeitando necessidades individuais.


De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), doenças cardiovasculares são algumas das principais causas de mortes no Brasil. Segundo a instituição, a maioria dos óbitos poderiam ser evitados ou postergados com cuidados preventivos e medidas terapêuticas
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Para a SBC, a prevenção e o tratamento adequado dos fatores de risco e das doenças do coração podem ser o suficientes para reverter quadros graves. Para isso, é necessário saber identificar os principais sintomas de problemas cardiovasculares e tratá-los, caso apresente algum deles
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Dentre as doenças cardiovasculares que mais fazem vítimas fatais, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) se destaca. Ele é causado devido à presença de placas de gordura que entopem os vasos sanguíneos cerebrais. Entre os sintomas estão: dificuldade para falar, tontura, dificuldade para engolir, fraqueza de um lado do corpo, entre outros
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Imagem ilustrativa de pessoa com dor no peito
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A cardiomiopatia é outra grave doença que acomete o coração. A enfermidade, que deixa o músculo cardíaco inflamado e inchado, pode enfraquecer o coração a ponto de ser necessário realizar transplante. Entre os sintomas da doença estão: fraqueza frequente, inchaços e fadiga
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O infarto do miocárdio acontece quando o fluxo sanguíneo no músculo miocárdio é interrompido por longo período. A ausência do sangue na região pode causar sérios problemas e até a morte do tecido. Obesidade, cigarro, colesterol alto e tendência genética podem causar a doença. Entre os sintomas estão: dor no peito que dura 20 minutos, formigamento no braço, queimação no peito, etc.
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Uma das doenças do coração mais comuns, e grave é a insuficiência cardíaca. Ela é caracterizada pela incapacidade do coração de bombear o sangue para o organismo. A enfermidade provoca fadiga, dificuldade para respirar, fraqueza, etc. Entre as principais causas da enfermidade estão: infecções, diabetes, hábitos não saudáveis, etc.
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A doença arterial periférica, assim como a maioria das doenças do coração, é provocada pela formação de placas de gordura e outras substâncias nas artérias que levam o sangue para membros inferiores do corpo, como pés e pernas. Colesterol alto e tabagismo contribuem para o problema. Entre os sintomas estão: feridas que não cicatrizam, disfunção erétil e inchaços no corpo
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Causada por bactérias, fungos ou vírus de outras partes do corpo que migram para o coração e infeccionam o endocárdio, a endocardite é uma doença que pode causar calafrios, febre e fadigas. O tratamento da doença dependerá do quadro do paciente e, algumas vezes, a cirurgia pode ser indicada
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Causada devido à inflamação de outros músculos cárdicos, a miocardite pode causar enfraquecimento do coração, frequência cardíaca anormal e morte súbita. Dores no peito, falta de ar e batimentos cardíacos anormais são alguns dos principais sintomas
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Além dos sintomas comuns de cada uma das doenças cardiovasculares, cansaço excessivo sem motivo aparente, enjoo ou perda do apetite, dificuldade em respirar, inchaços, calafrio, tonturas, desmaio, taquicardia e tosse persistente podem ser sinais de problemas no coração
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Segundo a cartilha de Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), apesar de alguns casos específicos, é possível prevenir problemas no coração mantendo bons hábitos alimentares, praticando exercícios físicos e cuidando da mente
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Fonte do Conteudo: Metrópoles – www.metropoles.com