Investigação identificou núcleos interligados de fornecimento, revenda e movimentação financeira de entorpecentes em municípios da região.
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia de Polícia (DP) de Ibitirama, concluiu o inquérito policial que investigou a atuação de uma rede de tráfico de drogas na região do Caparaó capixaba. Com base nos elementos reunidos durante as diligências, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) ofereceu denúncia contra nove investigados, apontados como integrantes de núcleos interligados de fornecimento, aquisição, distribuição e comercialização de entorpecentes.
As investigações abrangeram os municípios de Ibitirama, Iúna, Guaçuí, Irupi e Divino de São Lourenço, além de outras localidades da região. O trabalho policial permitiu identificar diferentes funções desempenhadas pelos investigados, desde o abastecimento de drogas e a revenda até a movimentação de recursos financeiros relacionados à atividade ilícita.
A apuração teve como uma das etapas importantes o cumprimento de mandados de busca e apreensão, em maio de 2025. Na ocasião, foram apreendidos entorpecentes, aparelhos celulares, armamentos, instrumentos de pesagem e documentos com registros financeiros. Posteriormente, a análise dos dados extraídos dos dispositivos eletrônicos, incluindo mensagens, áudios e comprovantes de transferências, contribuiu para reconstruir as relações comerciais e financeiras entre os envolvidos.
De acordo com os elementos reunidos no inquérito e descritos na denúncia, a rede apresentava divisão de tarefas e relações comerciais recorrentes, com registros de fornecimentos sucessivos, dívidas relacionadas à aquisição de drogas e pagamentos realizados por transferências eletrônicas.
Um dos investigados, um homem de 30 anos, foi apontado como fornecedor regional de entorpecentes e responsável por manter registros de operações e dívidas atribuídas a revendedores. Os cadernos apreendidos durante a investigação continham anotações de valores associados a diferentes pessoas relacionadas ao circuito de distribuição.
Outro investigado, um homem de 32 anos, teria atuado na movimentação financeira do grupo. Segundo a apuração, ele utilizava sua conta em uma plataforma de pagamentos para receber e transferir valores, encaminhando comprovantes das operações a integrantes responsáveis pela distribuição das drogas.
A investigação também identificou um homem de 40 anos apontado como fornecedor de entorpecentes, com comunicações relacionadas à chegada de materiais e indícios de movimentação financeira vinculada ao abastecimento do grupo. Já um homem de 19 anos foi identificado como fonte habitual de fornecimento de drogas, com registros de negociações, cobranças e retirada de produtos por terceiros.
Os demais investigados, homens de 34, 34, 37 e 41 anos e uma mulher de 37 anos, foram relacionados ao circuito de aquisição e revenda de drogas. Entre os elementos reunidos estão anotações contábeis atribuídas aos investigados, registros de dívidas decorrentes do fornecimento de entorpecentes e, em um dos casos, apreensões de substância semelhante à maconha, embalagens utilizadas para acondicionamento de drogas, caderno com valores a receber e outros materiais.
Um dos investigados também foi apontado como responsável pela comercialização de entorpecentes na região de Divino de São Lourenço, com registros de negociações e cobranças de dívidas relacionadas à atividade ilícita.
A análise conjunta dos materiais apreendidos, das comunicações eletrônicas e dos registros financeiros permitiu à Polícia Civil delinear a atuação dos diferentes núcleos e reunir elementos que subsidiaram a conclusão do inquérito e o posterior oferecimento da denúncia pelo MPES.
Os nove investigados foram denunciados por supostos crimes relacionados ao tráfico de drogas e à associação para o tráfico, com exceção de um deles, para quem a denúncia apresentada neste procedimento se refere exclusivamente à associação para o tráfico, em razão da delimitação dos fatos já submetidos à persecução penal em outro processo.
A denúncia representa uma etapa do processo judicial, e a responsabilidade criminal dos investigados será apreciada pela Justiça, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
Em relação à situação dos denunciados, três homens, de 30, 34 e 34 anos, estão presos preventivamente. Um homem de 34 anos está preso na condição de condenado, enquanto uma mulher de 37 anos cumpre prisão domiciliar. Outros dois homens, de 40 e 41 anos, respondem em liberdade provisória. Já dois homens, de 33 e 19 anos, estão soltos.
Fonte: Sesp
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Fonte do Conteudo: Editor Matérias (site Luciana) – www.espiritosantonoticias.com.br







