nutricionista lista 6 dicas para voltar à rotina

Depois de dias de festa, bebida alcoólica e alimentação pesada, o corpo sente os efeitos. Dor de cabeça, cansaço, azia, enjoo e intestino desregulado são queixas comuns no pós-Carnaval. A nutricionista Ana Paula Miranda Tranqueira, da Clínica Vivah, em Brasília, afirma que a ressaca vai muito além do mal-estar momentâneo.

O álcool é inflamatório e hepatotóxico. Ele desidrata intensamente, aumenta o estresse oxidativo, sobrecarrega o fígado, desregula a glicemia e prejudica a absorção de vitaminas e minerais importantes”, explica. Segundo ela, o fígado passa a priorizar a metabolização do álcool e deixa em segundo plano funções metabólicas essenciais, como o controle da glicose e das gorduras.

Sinais de que o corpo ainda não se recuperou

De acordo com a nutricionista, alguns sintomas indicam que o organismo ainda está lidando com os excessos das festas:

  • Fadiga intensa;
  • Dor de cabeça;
  • Boca seca;
  • Irritabilidade;
  • Dificuldade de concentração;
  • Queda de energia;
  • Sensibilidade gástrica.

“A hidratação é central na recuperação. Só água nem sempre resolve, é preciso repor eletrólitos e investir em alimentos ricos em potássio e magnésio”, orienta.

A gastroenterologista Ítala Neves, da Ciclus Medicina Integrada, também em Brasília, explica que o sistema digestivo é um dos mais afetados. “O álcool irrita diretamente a mucosa do estômago e aumenta a produção de ácido. Já os alimentos gordurosos retardam o esvaziamento gástrico, provocando empachamento e inflamação”, ensina.

Entre as queixas mais comuns no consultório estão azia e refluxo, sensação de estômago pesado, náuseas e vômitos, e diarreia.

No dia seguinte ao exagero, o indivíduo costuma sentir enjoos, náuseas e dor de cabeça

6 dicas de bem-estar para se recuperar

  • Priorize a hidratação. Água é essencial, mas não basta sozinha. O álcool elimina eletrólitos, e água de coco e alimentos ricos em potássio e magnésio ajudam a repô-los.
  • Aposte em alimentos leves. Arroz, batata, frango sem gordura, peixes magros, sopas de legumes e frutas não ácidas facilitam a digestão.
  • Evite sobrecarregar o fígado. Nada de frituras, ultraprocessados, açúcar em excesso e grandes quantidades de carne vermelha.
  • Fracione as refeições. Pequenas porções ao longo do dia reduzem irritação gástrica. Jejum prolongado piora a acidez.
  • Inclua nutrientes que devolvem energia. Vitaminas do complexo B, magnésio, zinco, vitamina C e ômega-3 ajudam a reduzir inflamação e fadiga.
  • Durma bem. O sono regula hormônios e favorece a regeneração do organismo.

Em pessoas saudáveis, a recuperação costuma levar de três a cinco dias, desde que o consumo de álcool seja interrompido e a alimentação seja leve. Jejum prolongado, segundo a médica, piora o quadro. “O estômago continua produzindo ácido. Sem alimento, a mucosa fica mais vulnerável.”

É importante buscar atendimento médico se houver vômitos persistentes ou com sangue, fezes escuras, dor abdominal intensa, tontura ou desmaio, e sinais de desidratação grave. “Nesses casos, pode não ser apenas ressaca”, alerta Ítala.

Fonte do Conteudo: Metrópoles – www.metropoles.com

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