O que uma mulher leva para o poder quando chega lá? | Jornal Espírito Santo Notícias

A resposta a essa pergunta é mais complexa do que parece. E quem vai nos responder é Flávia Cysne, candidata a deputada estadual, que foi prefeita de Mimoso do Sul por dois mandatos, além de ter passado pela Secretaria de Turismo do Estado, pela Aderes e pela Coordenação de Governo. Ela nunca mudou de partido e está no PSB desde a sua entrada na vida pública há mais de 30 anos como secretária de Assistência Social na gestão do então prefeito Ronan Rangel, de Mimoso.

Em seu currículo, além de inúmeras outras atividades em funções igualmente importantes no Governo do Estado está a idealização do Instituto Mulheres no Poder (IMP), que luta pela ocupação igualitária feminina em cargos que interferem na vida em sociedade.

Flávia é mãe de sete filhos e sabe na prática os desafios que toda mulher e mãe enfrenta para encarar o mercado de trabalho e espaços na sociedade.
Ela destaca que a presença feminina em espaços de poder, seja ele a presidência de uma empresa, aos tribunais e a outros espaços relevantes social e politicamente ainda é notícia, mas que não deveria ser.

“Somos maioria entre os eleitores brasileiros, mas continuamos minoria onde decisões importantes que vão impactar a vida em sociedade são tomadas”, enfatiza.

A candidata a deputada estadual lembra que ainda são eleitas mulheres, mas em número insuficiente para que a representação feminina deixe de ser uma exceção e passe a refletir, de fato, a composição da sociedade.

“Por isso, há anos defendemos a presença de mais mulheres na política. Foi dessa convicção, e da urgência de transformar essa discussão em ação, que nasceu o Instituto Mulheres no Poder”, explica.

Flávia Cysne esclarece que com o tempo aprendeu que existe uma pergunta ainda mais importante do que quantas mulheres conseguem chegar ao poder: o que elas fazem com o poder quando chegam lá?

A pergunta se justifica, segundo ela, porque representatividade, por si só, não basta.

“Uma cadeira ocupada por uma mulher é uma conquista. Mas é apenas o começo”.

A ex-prefeita de Mimoso diz que o verdadeiro significado dessa presença está nas decisões que serão tomadas a partir dali, nas prioridades estabelecidas, nas pessoas que serão ouvidas e nas políticas públicas que serão capazes de transformar vidas.

“É por isso que acredito que o eleitor não deve olhar apenas para aquilo que um candidato promete fazer durante uma campanha. Deve olhar para aquilo que já fez antes dela”, ressalta.

Trajetória também é compromisso
Flávia Cysne lembra que em ano eleitoral é natural que surjam boas propostas, discursos inspiradores e promessas capazes de despertar esperança.

“O problema começa quando determinadas pautas aparecem apenas porque se tornaram eleitoralmente convenientes. Compromisso verdadeiro não nasce na campanha”, frisa a candidata a deputada estadual.

“Ele se constrói ao longo da vida. Está nas escolhas que fazemos quando ninguém está pedindo nosso voto. Está nas causas que defendemos quando elas não dão visibilidade”, reforça.

E diz mais: Está na coerência entre aquilo que dizemos e aquilo que fazemos quando temos a oportunidade de decidir. E é nesse ponto que a participação feminina na política ganha uma dimensão ainda maior.

Flávia faz um alerta importante em relação a não acreditar que mulheres sejam melhores que homens simplesmente por serem mulheres.

“Também não acredito que toda mulher, pelo fato de ser mulher, necessariamente defenderá as causas femininas”, pontua.

Flávia Cysne diz acreditar, porém, que uma democracia precisa ser capaz de garantir que mulheres tenham condições reais de ocupar os espaços de decisão e que, ao chegarem lá, possam contribuir com suas experiências, suas perspectivas e suas prioridades.

Quem é Flávia Cysne
– Mãe de sete filhos;
– Foi a única mulher eleita como prefeita de Mimoso do Sul por dois mandatos;
– Foi secretária da AMUNES — Associação dos Municípios do Espírito Santo;
– Fundadora do Instituto Mulheres no Poder, que se mobiliza pela presença de mulheres nos cargos de gestão e espaços políticos e as incentiva a serem protagonistas de suas histórias;
– Ligada às artes, cultura e defensora ardorosa da cidadania plena.
– Criou a Orquestra, bem como a Escola de Sanfona e Viola de São Pedro de Itabapoana,
– Administradora de empresas com pós-graduação em Marketing;
– Incentivadora do turismo regional e da valorização do artesanato e agroindústrias capixabas, como representante da Secretaria de Estado de Turismo, percorreu todo o Estado incentivando o desenvolvimento sócio-econômico de moradores e comunidades em todo o seu potencial.

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Fonte do Conteudo: Luciana Máximo – www.espiritosantonoticias.com.br

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