
Não é de hoje que azeites falsificados chegam às prateleiras dos comércios em todo o Brasil. No estado do Rio de Janeiro, foi deflagrada nesta terça-feira (14/10) a Operação Falso Oliva, uma ação conjunta da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON), do Procon Estadual (Procon-RJ), da Polícia Militar e do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Ao todo, sete mercados foram fiscalizados em Campos dos Goytacazes. Durante a operação, os agentes apreenderam 115 litros de azeite com indícios de falsificação. O material recolhido será encaminhado para análise técnica no MAPA e, caso seja comprovada a adulteração, os estabelecimentos autuados terão 15 dias para apresentar defesa. As multas podem chegar a R$ 17 milhões.
O azeite de oliva legítimo é extraído exclusivamente do fruto da oliveira, a azeitona, e não deve conter nenhum outro tipo de óleo vegetal em sua composição. Já o azeite falsificado, em muitos casos, é produzido com óleos mais baratos, como o de soja, e recebe corantes e aromatizantes para simular o cheiro e a cor do produto original.
Esses ingredientes enganam o consumidor e podem representar riscos à saúde, já que produtos adulterados não oferecem as mesmas propriedades nutricionais e podem conter substâncias inadequadas para o consumo humano.
“É importante que o consumidor fique atento. Identificar um azeite de qualidade exige observação e cuidado. Produtos com preços muito abaixo da média de mercado são motivo de desconfiança, assim como aqueles vendidos a granel, sem rotulagem adequada”, destacou o Secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca.
Fonte do Conteudo: Larissa Ventura – diariodorio.com