Oposição quer convocar homem de confiança de Alcolumbre na CPMI do INSS

A bancada de oposição da CPMI do INSS pretende apresentar na próxima semana um requerimento solicitando a convocação do advogado Paulo Boudens, homem de confiança do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), para prestar esclarecimentos na comissão.

Conforme revelado por VEJA, Boudens recebeu 3 milhões de reais de uma empresa apontada pela Polícia Federal (PF) como uma das muitas usadas pelos criminosos para lavar dinheiro e pagar propina aos beneficiários do esquema que desviou 4 bilhões de reais dos aposentados do INSS.

As investigações revelaram que a Arpar Participações movimentou 98 milhões de reais entre setembro de 2023 e fevereiro do ano passado. Metade desse dinheiro – 49 milhões de reais – foi depositado por Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como um dos principais operadores das fraudes contra os idosos.

A empresa, por sua vez, repassou 3 milhões ao advogado. Na época em que Boudens recebeu o dinheiro, ele trabalhava como assessor parlamentar no gabinete de Davi Alcolumbre. Hoje,está lotado no Conselho Político do Senado.

Essa será a segunda ofensiva da oposição na CPMI contra o ex-assessor do presidente do Congresso. Os oposicionistas já haviam apresentado um requerimento pedindo a quebra de sigilo fiscal e bancário do advogado, mas ele acabou sendo rejeitado no início deste mês graças a uma articulação feita pela bancada governista na comissão.

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Desta vez, para evitar outra derrota, a oposição traçou uma nova estratégia. A ideia é pressionar os governistas, que são maioria no colegiado, a aprovar o requerimento, sob argumento de que uma nova tentativa de barrar um pedido como esse poderia ser vista cada vez mais como forma de impedir o avanço das investigações.

Os parlamentares ainda não decidiram quem será o autor do requerimento de convocação de Paulo Boudens, que nunca explicou que tipo de relação mantinha com a empresa investigada no esquema de corrupção.

Fonte do Conteudo: Ricardo Chapola – veja.abril.com.br

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