Parlamentares americanos avaliam limitar capacidade de Trump impor tarifas

Diante da crise causada pelas tarifas de Donald Trump, o Congresso americano agora avalia limitar o poder da Casa Branca para determinar a política comercial do país. O texto, entretanto, sofre resistências dentro e fora do legislativo.

A proposta partiu do Senado e obrigaria o executivo a avisar o Congresso, com 48 horas de antecedência, sobre a implementação de qualquer tarifa de importação. O projeto também daria ao legislativo a possibilidade de vetar novas barreiras alfandegárias.

Nos bastidores, o texto contou com o aval de democratas e republicanos.

Ainda assim, o líder da maioria no senado, John Thune, não endossou a medida e manteve o apoio público ao avanço tarifário de Donald Trump.

A Casa Branca já avisou aos parlamentares que vetaria a lei, caso o projeto fosse aprovado.

A dissidência interna reflete o que seria um aumento da percepção negativa do eleitorado à escalada da política tarifária de Trump.

A expectativa é de que as barreiras alfandegárias levem ao aumento da inflação.

Uma guerra comercial também vai diminuir a margem de atuação de empresários americanos no exterior.

Produtores agrícolas, por exemplo, já criticaram publicamente o isolamento econômico — dizendo que não há demanda interna pro tamanho da safra americana.

Nesta segunda-feira, a Stellantis, montadora responsável pelas marcas “Jeep” e “Ram”, dispensou novecentos trabalhadores. Isso porque, parte da produção depende de peças feitas no exterior e que pagam a tarifa de 25% implementada por Trump contra qualquer automóvel.

Fonte do Conteudo: salvadoroliveira – www.cnnbrasil.com.br

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