Candidato à segunda suplência ao Senado defende infraestrutura, qualificação profissional e diálogo para ampliar investimentos no Espírito Santo
Por Cristiano Stefenoni
Com 38 anos de atuação no setor privado e 23 anos como pastor, Marcelo Ferreira chega à disputa pela segunda suplência ao Senado, na chapa com Renato Casagrande, com uma trajetória que combina gestão empresarial e liderança religiosa. Aos 57 anos, o capixaba afirma que pretende levar para a política uma postura baseada no diálogo e na busca por soluções para os diferentes setores do Espírito Santo.
Sobre quais seriam os três principais problemas do Estado que pretende defender no Senado, caso a chapa seja eleita, o pastor prefere não antecipar uma lista de prioridades. “Vamos primeiro discutir internamente junto à equipe, o que for pertinente, vamos trabalhar para trazer soluções”, afirma. A proposta apresentada por ele é definir as pautas a partir de uma discussão interna e, posteriormente, atuar para encontrar respostas aos desafios identificados.
Na infraestrutura, Marcelo Ferreira aponta a continuidade das melhorias urbanas como um caminho para fortalecer a economia capixaba. Para ele, é necessário “seguir com as obras de melhoria urbana nas vias de escoamento”, especialmente em um Estado cuja atividade econômica depende de uma estrutura eficiente para a circulação de pessoas e mercadorias.
O pastor também vê espaço para ampliar a atração de investimentos. Na avaliação dele, o Espírito Santo apresenta condições favoráveis para receber novos negócios. “O Espírito Santo é um estado fantástico para investir, precisamos atuar aumentando a visibilidade e vantagens para atrair novos parceiros”, afirma. A estratégia, portanto, passa tanto pela divulgação das oportunidades existentes quanto pela criação de condições capazes de despertar o interesse de novos investidores.
Quando o assunto é logística, Marcelo Ferreira evita estabelecer uma disputa entre os diferentes modais. Portos, ferrovias e rodovias, segundo ele, devem ser tratados de forma integrada. “Creio que os três meios são extremamente estratégicos, não se pode priorizar apenas um”, declara. A avaliação coloca a integração da infraestrutura logística como um elemento importante para a competitividade do Estado.
Embora sua atuação religiosa seja uma das características mais conhecidas de sua trajetória pública, o pastor ressalta que sua experiência profissional também está diretamente ligada à gestão privada.
“Na verdade venho da gestão privada e com forte atuação no seguimento religioso também, e tenho muito a contribuir, ouvindo e colocando ideias objetivando sempre o melhor para os setores do nosso estado”, ressalta. Para ele, essa combinação pode contribuir para aproximar governo, setor produtivo e sociedade civil.
A geração de emprego e o aumento da renda também aparecem entre as prioridades apontadas por Marcelo. Para acompanhar o crescimento econômico e urbano, ele defende investimentos na qualificação profissional. “Capacitação em mão de obra, gerando aumento de renda trazendo benefícios diretos”, resume. A proposta relaciona a preparação dos trabalhadores às oportunidades criadas pelo desenvolvimento econômico.
Caso assuma uma cadeira no Senado, o compromisso que pretende estabelecer com o setor produtivo capixaba nos primeiros 100 dias é definido em duas palavras: diálogo e trabalho. “Compromisso do diálogo e muito trabalho”, afirma. A declaração sintetiza a postura que Marcelo Ferreira pretende levar para uma eventual atuação no Congresso, com disposição para ouvir os diferentes setores e buscar soluções para o Espírito Santo.
Sobre a indicação do pastor à suplência
A indicação de Marcelo Ferreira para a segunda suplência ao Senado ocorreu pelo PDT, partido ao qual o pastor afirma ser filiado. Ele também participou da campanha de Weverson Meireles à Prefeitura da Serra. “O meu nome foi uma indicação do partido”, explica.
Sobre uma eventual articulação direta de Sérgio Vidigal, presidente de honra da legenda, o pastor diz não ter informações. “Eu recebi o convite como uma indicação do meu partido. Agora, se teve articulação, não tenho essa informação”, afirma. Ferreira ressalta, porém, que houve aprovação da cúpula pedetista. “Com certeza eles aprovaram a nomeação”, declara.
Quem é o pastor Marcelo Ferreira
Nome: Marcelo Ferreira
Idade: 57 anos
Naturalidade: Vitória (ES)
Residência: Mora na Serra (ES) há 46 anos
Atuação no setor privado: 38 anos
Atuação pastoral: 23 anos
Estado civil: Casado
Filhos: Três
Experiência: Gestão privada e atuação religiosa
Disputa eleitoral: Segunda suplência na chapa de Renato Casagrande ao Senado
Principais pontos defendidos: melhoria das vias de escoamento, atração de investimentos, integração entre portos, ferrovias e rodovias, capacitação de mão de obra e diálogo com o setor produtivo.
Fonte do Conteudo: Elisangela Alves – esbrasil.com.br