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Pesquisa mostra disputa apertada entre Lula e Flávio

Pesquisa consolida Flávio Bolsonaro como polo competitivo da direita 

Por Denise Miranda

A última pesquisa divulgada pelo Datafolha, sobre a eleição presidencial de 2026, aponta um cenário mais competitivo do que o observado em levantamentos anteriores. Em um eventual segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 43%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

O levantamento também mostra que 10% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco ou nulo, enquanto 1% afirmaram não saber em quem votar. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios entre os dias 3 e 5 de março, com nível de confiança de 95%.

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Embora Lula ainda lidere numericamente o cenário testado, o resultado pode representar um alerta para o campo governista. A diferença entre os dois diminuiu de forma significativa em comparação ao levantamento de dezembro, quando o petista aparecia com 51% das intenções de voto contra 36% de Flávio Bolsonaro.

Para o cientista político André César, o novo levantamento indica um reposicionamento do eleitorado e reforça a competitividade do campo conservador. “A pesquisa mostra que o eleitorado antipetista continua muito mobilizado e encontra em Flávio Bolsonaro um nome capaz de representar esse sentimento político. Mesmo sem liderar numericamente, ele aparece como polo de agregação da direita”, avalia.

Segundo o especialista, o cenário ainda demonstra forte polarização, característica que tende a se repetir na disputa presidencial. “Quando um candidato do campo governista aparece com vantagem, mas dentro da margem de erro, isso acende um sinal de alerta. Significa que a eleição está aberta e que o adversário já se consolidou como alternativa real de poder”, afirma.

O dado mais relevante da pesquisa, segundo o especialista em análise eleitoral, é a consolidação do senador como referência do eleitorado antipetista ou antilulista. Mesmo sem aparecer numericamente à frente nas simulações do instituto, o parlamentar surge como alternativa viável de poder para parte significativa do eleitorado de direita.

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Esse cenário também tem impacto direto na chamada terceira via. Partidos que tentam ocupar o espaço entre lulismo e bolsonarismo podem enfrentar maior dificuldade para se viabilizar eleitoralmente caso a disputa continue polarizada entre os dois campos políticos. Na avaliação de André César, a tendência de polarização deve continuar orientando o comportamento do eleitorado.

“A terceira via enfrenta um desafio estrutural no Brasil contemporâneo. Enquanto os polos estiverem competitivos e mobilizando emocionalmente o eleitorado, o espaço para candidaturas intermediárias tende a ficar reduzido”, observa.

Com sete meses até a eleição, especialistas ressaltam que o cenário ainda pode mudar. Novas pesquisas, alianças partidárias e movimentos estratégicos ainda podem redefinir o tabuleiro político.

Fonte do Conteudo: Denise Miranda – esbrasil.com.br

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