A Polícia Civil da Bahia deflagrou uma operação nesta terça-feira, 27, contra um esquema de corrupção, desvio de verbas e lavagem de dinheiro na prefeitura de Itagibá, no interior baiano. O prejuízo aos cofres públicos, segundo as investigações, chega a 2 milhões de reais.
“As investigações identificaram direcionamento de contratações, fraudes em licitações e desvio de recursos, com atuação conjunta entre agentes públicos e particulares”, diz o delegado-geral adjunto de Operações Jorge Figueiredo, da Polícia Civil baiana. Ao todo, a Operação Carta Marcada cumpre quinze mandados de busca e apreensão em municípios da região, sendo sete em Itagibá, quatro em Dário Meira, três em Ipiaú e um em Jequié.
De acordo com as investigações, o esquema de corrupção envolve duas empresas privadas de consultoria e funcionários da prefeitura de Itagibá, município governado desde 2021 pelo prefeito Marquinhos Barreto (PCdoB).
O inquérito policial identificou um grupo organizado com divisão de tarefas e mecanismos voltados ao desvio de recursos públicos, por meio de contratos superfaturados, e lavagem do dinheiro roubado. Em Itagibá, um secretário municipal e uma servidora da Controladoria-Geral do Município foram afastados por suspeita de envolvimento nas fraudes.
Durante a operação, foram apreendidos cerca de 70 mil reais em espécie, além de documentos, cartões de banco, celulares e computadores que serão enviados à perícia. A ação policial mobilizou sessenta policiais civis e foi conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), por meio da Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor).
Fonte do Conteudo: Bruno Caniato – veja.abril.com.br