Preso em Viana vendia armas em grupos de Whatsapp e em rede sociais

Um homem de 30 anos, identificado como Gabriel Mateus das Neves, foi preso na última quarta-feira (13) em Vila Bethânia, no município de Viana, suspeito de vender armas de fogo ilegalmente em grupos de WhatsApp e redes sociais. A prisão foi divulgada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (20).

De acordo com as investigações, a polícia chegou até o suspeito após receber denúncias anônimas. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa de Gabriel, os policiais encontraram munições de escopeta calibre 12 e apreenderam o celular do suspeito.

Segundo a polícia, o aparelho continha diversas imagens e conversas que comprovaram a comercialização ilegal de armas e munições. A maioria dos armamentos vendidos eram revólveres. A suspeita é de que o esquema tenha ocorrido entre setembro de 2024 e agosto de 2025.

Imagens no celular do investigado | Foto: Divulgação PCES

Ainda conforme as investigações, Gabriel já havia sido preso em duas ocasiões e, no momento da nova prisão, cumpria pena em regime semiaberto, prestando serviços à comunidade por conta de um dos processos anteriores.

Além da venda de armas, o suspeito era conhecido por comercializar diversos produtos — de carros e motos a cavalos, food trucks, alimentos e cestas básicas vendidas de porta em porta.

Durante o interrogatório, Gabriel admitiu ter feito “uma ou outra venda” de armas, mas negou envolvimento profissional na comercialização.

Segundo o delegado titular da Desarme, Guilherme Eugenio, após a prisão do suspeito, familiares dele chegaram a comparecer à delegacia com dinheiro para tentar pagar fiança, mas o crime de comércio ilegal de arma de fogo é considerado inafiançável. A legislação atual equipara esse tipo de crime a crimes hediondos, com pena prevista de 4 a 8 anos de prisão.

A polícia acredita que os clientes das armas ilegais estavam espalhados por toda a Grande Vitória. O próximo passo da investigação será identificar a origem das armas e os compradores envolvidos. O caso segue em andamento. Outras denúncias podem ser feitas pelo telefone 181. Não é preciso se identificar.

Fonte do Conteudo: Redação Multimídia ESHOJE – eshoje.com.br

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