Projeto na Câmara do Rio cria taxa de turismo de R$ 15 por diária

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Um projeto apresentado na Câmara Municipal do Rio quer colocar uma nova cobrança na conta de quem visita a cidade e se hospeda por aqui. O PL 1711/2025, do vereador Marcio Ribeiro, institui a Taxa de Turismo Sustentável do Município do Rio de Janeiro (TTS-Rio), alegando que o turismo aumenta custos com limpeza, conservação e infraestrutura, especialmente em alta temporada.

Pelo texto, a taxa seria de R$ 15 por pessoa e por diária de hospedagem, aplicada a turistas e não residentes que se hospedem no município. A proposta abre margem para o Poder Executivo definir valores diferentes por decreto — inclusive para brasileiros e estrangeiros — dentro de um limite de 50% para menos e 50% para mais do valor-base. Também prevê atualização anual pelo IPCA-E (ou índice que o substitua).

A cobrança, como está descrita, incide por diária e por pessoa, com a possibilidade de o município adotar cobrança única por período de hospedagem, desde que respeite um teto de até sete diárias. Na prática, o texto tenta evitar que estadias longas multipliquem indefinidamente o valor.

Outro ponto central: quem recolhe. A responsabilidade pelo repasse ao município ficaria com os meios de hospedagem, como hotéis e pousadas, além de plataformas digitais de intermediação e operadoras e agências de turismo quando o pacote incluir hospedagem no Rio. A taxa seria cobrada do hóspede e repassada ao município em guia própria, em formato e prazo que ainda dependeriam de regulamentação.

O projeto amarra o uso do dinheiro. A arrecadação ficaria integralmente vinculada ao custeio de serviços municipais de “manutenção e revitalização urbano-ambiental e paisagística” de áreas públicas, numa lógica de compensação pelo impacto do turismo. A fiscalização da aplicação dos recursos, segundo o texto, seria feita por um conselho gestor paritário, com representantes do poder público e do setor turístico, além de um relatório anual de transparência com arrecadação e destinação.

Na justificativa, o autor sustenta que a cobrança não é um “pedágio” para circular na cidade. “A TTS-Rio não é uma cobrança sobre o direito de ir e vir, mas um instrumento de compensação ambiental e urbana”, afirma o vereador Marcio Ribeiro. Ele também diz que a taxa se apoia no modelo constitucional de taxas por serviço, citando a Constituição Federal e o Código Tributário Nacional como base para a criação do tributo.

Receba notícias no WhatsApp e e-mail

Fonte do Conteudo: Quintino Gomes Freire – diariodorio.com

VEJA MAIS

Exercício de respiração melhora conexão social de jovens com traumas

Adolescentes que passaram por experiências difíceis na infância podem se beneficiar de estratégias simples aplicadas…

João Fonseca volta ao Rio para tratar lesão antes do US Open

João Fonseca voltou ao Rio de Janeiro para tratar um incômodo no lado esquerdo do…