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PT ordena entrega de cargos no governo do Espírito Santo – Política Capixaba

O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores determinou que todos os ocupantes de cargos comissionados indicados pela sigla peçam exoneração até o dia 1º de abril. A medida afeta diretamente a Secretaria de Esportes, comandada por José Carlos Nunes, além de subsecretários e gerentes em diversas pastas da administração capixaba. A decisão antecipa a posse do vice-governador Ricardo Ferraço no comando do Executivo estadual, marcada para o dia 2 de abril. Ferraço assumirá o posto após a renúncia de Renato Casagrande, que disputará uma vaga no Senado Federal.

A saída dos petistas reflete o distanciamento político entre a legenda e o futuro governador. Ricardo Ferraço é pré-candidato ao Palácio Anchieta e não mantém articulação com o PT. O presidente estadual do partido, João Coser, justificou a debandada citando divergências ideológicas e estratégicas. “Ricardo vai assumir o governo e tem uma posição diferente da nossa. Ele, por exemplo, assinou a carta para não apoiar o Lula”, afirmou o dirigente. Coser também ressaltou que a manutenção dos cargos seria inadequada, uma vez que o PT lançou o deputado federal Helder Salomão como pré-candidato ao governo. “Achamos que seria antiético permanecer”, completou.

A legenda não informou com precisão o número exato de exonerações. Coser pontuou que a ordem não atinge todos os filiados, mas apenas as indicações políticas diretas. “Não são muitas, são pouquíssimos cargos. Estamos falando de pessoas que estão lá por indicação do partido”, explicou o presidente. Na Secretaria de Esportes, além do titular da pasta, devem sair os subsecretários Carlos Casteglione e Fernanda Souza. José Carlos Nunes já planejava o afastamento para concorrer a uma vaga de deputado estadual nas eleições de 2026, respeitando o prazo de desincompatibilização da lei eleitoral.

A debandada também alcança o segundo e o terceiro escalões do governo. Estão previstas as saídas do subsecretário de Agricultura Familiar, Rogério Favoretti, e do diretor de Fomento e Inovação da Aderes, Alexandre Passos. O movimento resolve um impasse administrativo para a futura gestão de Ricardo Ferraço. Ao assumir o cargo, o emedebista pretende reformular o secretariado para acomodar aliados e substituir auxiliares que disputarão o pleito. A resolução do PT evita desgastes políticos, pois os dirigentes da sigla não demonstram disposição para atuar sob o comando de um adversário eleitoral direto.

(Fonte: A Gazeta. Foto: Rodrigo Gavini/PT-ES)

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Fonte do Conteudo: Arnóbio Manso Paganotto – politicacapixaba.com.br

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