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Rapper Oruam e familiares são alvos de operação contra o CV no Rio

O rapper Oruam e familiares são procurados na nova etapa da Operação Contenção, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira(29).

A ação busca desarticular o braço financeiro da facção criminosa Comando Vermelho, responsável por lavar dinheiro e ocultar recursos vindos do tráfico de drogas.

Até o momento, uma pessoa foi presa pelos agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes que cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, bairros da Zona Sudoeste carioca.

O preso é Carlos Alexandre Martins da Silva, apontado como responsável por movimentar dinheiro do tráfico e repassá-lo para Márcia Nepomuceno, mãe de Oruam. 


29.04.2026 - Oruam, mãe e irmão são alvo de operação contra lavagem de dinheiro do Comando Vermelho. Na foto a mãe,  Márcia Nepomuceno. Foto:  Márcia Nepomuceno/Instagram
29.04.2026 - Oruam, mãe e irmão são alvo de operação contra lavagem de dinheiro do Comando Vermelho. Na foto a mãe,  Márcia Nepomuceno. Foto:  Márcia Nepomuceno/Instagram

Oruam, mãe e irmão são alvo de operação contra lavagem de dinheiro, por Márcia Nepomuceno/Instagram

A partir dos dados extraídos de objetos eletrônicos apreendidos e o cruzamento de informações, a investigação revelou um sistema organizado de recebimento, pulverização e reinserção de valores ilícitos no sistema financeiro formal.

A apuração, que durou cerca de 1 ano, também descobriu transações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.

As investigações seguem em busca de novos envolvidos, possíveis empresas utilizadas na lavagem de dinheiro e beneficiários dos recursos ilícitos.

Além da mãe de Oruam, o irmão do rapper, Lucas Nepomuceno é alvo das diligências.

Iniciada em outubro de 2025, a “Operação Contenção” é uma ofensiva do governo do estado para desarticular a estrutura financeira, logística e operacional do Comando Vermelho, além de conter seu avanço territorial.

Até o momento, mais de 300 pessoas foram presas; mais de 51 mil munições e 470 armas apreendidas, entre elas, 190 fuzis. Na sua maior etapa, realizada nos Complexos de Favelas da Penha e Alemão, houve 122 mortes, sendo cinco policiais.

*Sob supervisão de Vitória Elizabeth.


Fonte do Conteudo: João Barbosa* – Estagiário da Rádio Nacional – agenciabrasil.ebc.com.br

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