Santa Cruz ganha polo do projeto Atitude Cidadã, com 500 vagas de oficinas para jovens

Divulgação

O bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste carioca, ganhou nesta sexta-feira (10), o primeiro polo do projeto Atitude Cidadã, projeto da Secretaria Especial de Cidadania e Família (Secid). O equipamento vai oferecer 500 vagas para jovens com idades entre 15 e 18 anos em oficinas com foco em cultura, economia criativa, projetos de vida e ações de cidadania.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no site do projeto, onde constam todas as orientações e critérios para a participação dos interessados. Cada jovem receberá uma bolsa de R$ 350 por mês para viabilizar os estudos.

As aulas serão ministradas no período de manhã, tarde e vespertino, com carga horária semanal de três horas. Os encontros presenciais acontecerão uma vez por semana na sede do Polo. Mensalmente haverá uma atividade externa.

Ao final de quatro meses, o projeto estima que os estudantes desenvolvam autonomia para fazer a autogestão de seu crescimento pessoal e profissional, tornando-se monitores de civilidade.

A cerimônia de inauguração aconteceu no Center Shopping e contou com a presença dos jovens, familiares, autoridades e representantes da sociedade civil. Presente ao evento, o secretário Municipal de Cidadania e Família do Rio de Janeiro, Otoni de Paula Filho, explicou a motivação do projeto.

“A intenção é preparar os jovens para serem verdadeiros cidadãos, exercendo o protagonismo juvenil com autonomia. Queremos que eles sejam referência nas suas comunidades. É um privilégio iniciar esse projeto pela zona Oeste”, disse o titular da Secid cujo projeto beneficiará jovens como Lucas Guilherme Oliveira, de 16 anos, que mora no Cesarão e fez curso de fotografia: “Curso o segundo ano da escola e pretendo trabalhar na área de mídia. Por isso, me interessei pela oportunidade”, disse o jovem.

O polo Santa Cruz do Atitude Cidadã conta com três salas climatizadas, com mesas, cadeiras, pufes e computadores para receber os alunos e a equipe técnica do projeto. Os ambientes foram grafitados pela artista Carla FelizardoNegra Graffiti -, ativista cultural e coordenadora de projetos sociais.

O projeto faz parte do programa Cidadania Carioca, que desenvolve projetos integrados com outras políticas públicas, com foco na cidadania e nas regras básicas para o convívio em sociedade.

Ao todo, o Atitude Cidadã atenderá 1.500 jovens de favelas e comunidades de Santa Cruz, Irajá e Penha, com 500 vagas para cada região. Os polos de Irajá e Penha terão suas sedes abertas e aulas iniciadas nos próximos meses. Outros bairros do Rio terão novas abertas.

Mentorias e tutorias

Durante os quatro meses do projeto, serão trabalhados temas, como: empreendedorismo juvenil, o marketing social e a economia digital, técnicas em design gráfico, audiovisual, fotografia, filmagem, edição de vídeo, marketing digital e inteligência artificial. O foco será em empregabilidade nas cadeias da economia digital.

Nas oficinas de Cidadania em Ação, os jovens passarão por mentorias e tutorias aplicadas por psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais, para trabalhar conceitos de autoconhecimento, autoestima, ética e cidadania como base para a construção de projetos de vida individuais e coletivos.

A introdução ao processo de produção de conteúdo e às estratégias de comunicação cultural e comunitária será tema das oficinas de Economia Criativa. As oficinas de Artes Integradas utilizarão o repertório musical como eixo artístico, pedagógico e emocional, para destacar como música pode ser expressão de identidade e memória coletiva.

Nas Ações Locais Comunitárias os estudantes se tornarão monitores de civilidade para a promoção da cidadania, por meio de rodas de conversa, campanhas educativas e mostras. Ao final do processo, os familiares dos participantes serão convidados para a exibição de um documentário sobre a trajetória do jovem no projeto.

Regiões atendidas

Para selecionar as regiões que seriam atendidas pelo projeto, a Prefeitura do Rio levou em conta os Indicadores de Progresso Social (IPS) e dos Territórios Sociais, além de uma metodologia técnico-territorial, que combina critérios de vulnerabilidade social, densidade populacional e localidade, as Regiões Administrativas e a proximidade geográfica em relação aos polos.

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Fonte do Conteudo: Patricia Lima – diariodorio.com

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