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Santa Teresa defende título de pioneira da imigração

Por Denise Miranda

Uma queda de braço histórica e simbólica agita os bastidores do Congresso Nacional. No centro do embate, Santa Teresa (ES) e São João Batista (SC) divergem sobre qual cidade detém o título de berço da imigração italiana no Brasil. A polêmica foi reacendida por um projeto de lei da deputada Júlia Zanatta (PL-SC), que propõe transferir o reconhecimento oficial, hoje capixaba, para o município catarinense.

A Prefeitura de Santa Teresa reagiu prontamente, unindo forças com a bancada federal do Espírito Santo para blindar o título garantido pela Lei Federal nº 13.617/2018. Em nota enviada à reportagem da ES Brasil, a gestão municipal reforçou que o pioneirismo não é uma interpretação isolada, mas um fato amparado por documentos primários e historiografia consolidada, tendo como marco a Expedição Tabacchi, de 1874.

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O deputado federal Gilson Daniel (Podemos-ES), membro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJC), apresentou voto pela rejeição da proposta catarinense. Segundo o parlamentar, tentar alterar esse registro por pressões regionais fere o consenso acadêmico e gera insegurança jurídica. “O reconhecimento baseia-se em registros oficiais sobre o início da imigração organizada no país”, pontuou.

Na linha de frente da defesa, o deputado Helder Salomão (PT-ES) conseguiu retirar a matéria da pauta de votação após sua inclusão inesperada. O parlamentar classificou a tentativa de revisão como inadmissível. “Estudos e pesquisas mostram que Santa Teresa foi a primeira a receber a expedição de imigrantes no século XIX. É um absurdo que decisões políticas tentem se sobrepor a evidências históricas de 150 anos”, criticou.

A estratégia da bancada capixaba garantiu fôlego para que os argumentos técnicos de Santa Teresa sejam devidamente analisados, evitando uma votação precipitada. Para o município, o título transcende o simbolismo: ele está enraizado na identidade cultural local, desde a preservação de tradições e festas até o ensino da língua italiana nas escolas públicas da região.

Enquanto o projeto aguarda nova deliberação na CCJC, Santa Teresa intensifica o diálogo em Brasília. A cidade sustenta que sua trajetória é um patrimônio nacional e que manter esse título é vital para honrar a memória dos imigrantes que ajudaram a construir o Espírito Santo e o Brasil, preservando viva a chama da tradição iniciada há quase um século e meio.

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Fonte do Conteudo: Denise Miranda – esbrasil.com.br

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