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“Segurar um fuzil?”, delegado apoia homem com nanismo eliminado em TAF

Ao comentar o caso do candidato com nanismo —  Matheus Matos, de 25 anos —  reprovado no Teste de Aptidão Física (TAF) para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG),  o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, Marcos Sepúlveda, defendeu a inclusão de Matheus na disputa pelo cargo.

Veja: 

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Sepúlveda criticou quem duvida da capacidade do candidato para exercer o cargo.

“Quem diz o contrário [que Matheus não é capaz de ser delegado] é porque não entende de polícia. Estou nessa há 10 anos e conheço vários policiais, inclusive delegados, que nunca pisaram na rua ou participaram de uma operação policial”,

Imagens: 

Prova oral
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Prova oral

Reprodução / Redes sociais

Foto nas redes sociais
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Foto nas redes sociais

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Relato no Instagram
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Relato no Instagram

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Aprovado no concurso da PCMG
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Aprovado no concurso da PCMG

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Matheus Matos
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Matheus Matos

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Flexão de braço
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Flexão de braço

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Advogado com nanismo denuncia discriminação
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Advogado com nanismo denuncia discriminação

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TAF
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TAF

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Aprovação para delegado
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Aprovação para delegado

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A manifestação do delegado contrasta com a posição do influenciador e professor de direito penal Evandro Guedes, que saiu em defesa da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca responsável pelo concurso da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Em publicação nas redes sociais, Guedes afirmou que as críticas à banca são fruto de desconhecimento técnico.

A polêmica envolve o candidato goiano, formado em Direito, que tem nanismo e denunciou ter sido vítima de discriminação durante o Teste de Aptidão Física do concurso para delegado.

Segundo Matheus, mesmo concorrendo às vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCD), ele precisou realizar o TAF nas mesmas condições aplicadas aos demais candidatos, sem qualquer adaptação. Entre as exigências estava o salto mínimo de 1,65 metro na prova de impulsão horizontal, distância que não foi alcançada por Matheus.

Para Evandro Guedes, as críticas à exigência não procedem. “Causou uma comoção de quem não entende, na internet. Vou explicar tecnicamente que a banca não errou”, afirmou no início de um vídeo publicado nas redes sociais.

Na gravação, ele argumenta que candidatos com deficiência precisam ter compatibilidade com as atribuições do cargo. “Quem tem nanismo, quem é PCD, precisa ser compatível com as funções. Delegado de polícia é polícia. Vamos colocar a mão na consciência: uma hora você vai ter que ir para a rua, defender seu colega. Você consegue imaginar um ‘anão’ com um fuzil subindo o morro?”, questionou.

O influenciador também criticou pessoas que defendem a flexibilização das exigências do teste. “Estou vendo um monte de gente vitimista na internet dizendo: ‘ah, deveriam ter dado a oportunidade’, até o dia em que alguém entrar na sua casa em Minas e for um ‘anão’ tentar render um bandido”, afirmou.

Crimes contra a honra

Após algumas publicações, a defesa de Matheus Matos informou, pelas redes sociais, que o debate público ultrapassou os limites do respeito e da legalidade. De acordo com Késia Oliveira, Matheus e a família passaram a ser alvos de comentários ofensivos, ataques pessoais e manifestações que configuram crimes contra a honra, além de possíveis condutas discriminatórias.

A coluna Na Mira entrou em contato com a defesa. O espaço segue aberto para posicionamentos.

Nota da defesa de Matheus Matos

“Dever de adotar ajustes razoáveis”

Após a denúncia de Matheus, o Instituto Nacional de Nanismo (INN) se manifestou sobre o caso e destacou que concursos públicos devem funcionar como instrumentos de democratização do acesso ao Estado, e não como mecanismos de exclusão.

Segundo a entidade, a Constituição Federal, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência — incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro com status constitucional — e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) impõem à Administração Pública o dever de adotar ajustes razoáveis, promover avaliações individualizadas e remover barreiras que impeçam a participação de pessoas com deficiência, inclusive em concursos públicos.

“Não é o meu tamanho que vai delimitar o meu sonho”

Matheus disse ainda que não foi o único prejudicado e que outros candidatos com deficiência também foram eliminados na mesma etapa.

Apesar da eliminação, ele afirmou que não pretende desistir do sonho que começou ainda nos primeiros períodos da faculdade.

“Não é o meu tamanho que vai delimitar o meu sonho. Eu lutei anos para chegar até aqui e continuo acreditando que posso ser delegado.”

Fonte do Conteudo: Metrópoles – www.metropoles.com

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