Sem terrenos livres, Leblon terá residencial de luxo ‘costurado’ entre duas ruas

Empreendimento ocupará duas ruas tradicionais do bairro — Foto: Divulgação

Quando o espaço acaba, o mercado imobiliário do Leblon começa a operar na lógica do “se não dá sozinho, vamos juntos”. Foi exatamente isso que aconteceu com duas incorporadoras que, diante da falta de terrenos disponíveis no bairro mais valorizado do Rio, decidiram abandonar a concorrência e somar forças para tirar um empreendimento do papel.

A operação envolve a SIG Engenharia e a RJDI, que negociavam imóveis diferentes na mesma quadra do Leblon. Enquanto a SIG tentava adquirir uma clínica na Rua General Artigas, a RJDI avançava sobre o terreno vizinho, na Avenida General San Martin, ocupado por um edifício residencial.

Com o avanço das conversas, as empresas perceberam que, isoladamente, nenhum dos terrenos teria tamanho suficiente para o tipo de projeto que imaginavam desenvolver. A solução foi abandonar a lógica da disputa e montar uma espécie de “quebra-cabeça imobiliário” em plena quadríssima da praia.

Um prédio “costurado” entre duas ruas

O resultado será o Arti Leblon, residencial de alto padrão com conceito inspirado em hotéis boutique, desenhado num formato em “L”, conectando os dois terrenos pelas esquinas das ruas. No meio da composição, um nome tradicional da gastronomia do bairro, que sobreviveu à pressão imobiliária: o restaurante Fratelli, que permanecerá intacto e acabou incorporado ao desenho arquitetônico do projeto.

A própria SIG chegou a estudar a compra do imóvel onde funciona o restaurante, mas desistiu após concluir que o ganho construtivo seria pequeno diante das restrições urbanísticas da esquina.

O projeto leva assinatura do arquiteto Miguel Pinto Guimarães, o mesmo responsável pelo novo Jardim de Alah. A proposta acompanha as limitações de gabarito das duas ruas, fazendo o prédio “recuar” conforme sobe. O resultado será uma fachada em espécie de escadaria, com terraços e coberturas escalonadas.

Restaurante Fratelli sobreviveu ao projeto imobiliário — Foto: Divulgação

Hotel Boutique

O Arti vai apostar num modelo híbrido de moradia de luxo. O empreendimento terá lógica de hotel boutique, mas sem a estrutura convencional de hotelaria fixa. Serviços como concierge, massagens, bar e atendimento personalizado funcionarão sob demanda, acionados por empresas terceirizadas. Segundo a SIG, o conceito já havia sido testado anteriormente no Riô Signature, em Ipanema.

O novo residencial terá 52 unidades entre estúdios, apartamentos de um e dois quartos e coberturas, com metragens entre 36 e 69 metros quadrados. Os valores partem de R$ 1,9 milhão e o Valor Geral de Vendas estimado chega a R$ 150 milhões.

Um dos diferenciais será a forte presença de arte integrada ao projeto. A fachada contará com um painel assinado por Adoaldo Lenzi Júnior, enquanto o lobby receberá uma intervenção do Coletivo Muda, conhecido por trabalhos ligados à arquitetura e identidade urbana.

O prédio ainda terá um andar voltado ao wellness e áreas de lazer concentradas no rooftop, explorando a vista e o estilo de vida do Leblon.

A localização também pesa na estratégia das incorporadoras. O empreendimento ficará próximo ao futuro hotel da Four Seasons no Leblon, primeiro da marca no Brasil, que também está sendo desenvolvido pela SIG Engenharia.

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Fonte do Conteudo: Victor Serra – diariodorio.com

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