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Senado Decide Sobre Cobrança de Bagagem de Mão

Pressão nas redes cresce enquanto projeto que proíbe taxa por bagagem de mão aguarda votação decisiva no Senado

Por Denise Miranda

A cobrança pela bagagem de mão voltou ao centro do debate público após um vídeo divulgado nas redes sociais pedir que o Senado aprove o Projeto de Lei 5041/2025 — conhecido como PL das Bagagens. O material, publicado por parlamentares favoráveis ao tema, afirma que a cobrança é “abusiva” e reforça que a Câmara dos Deputados já deu sinal verde para a proposta, faltando apenas a votação pelos senadores para que a proibição vire lei.

O vídeo viraliza ao convocar os brasileiros a marcarem senadores e cobrarem apoio à proposta. A estratégia mira exatamente o momento em que a matéria aguarda definição na Comissão de Infraestrutura, antes de seguir ao plenário. Nos bastidores, líderes partidários já reconhecem que a pressão digital reacendeu o debate dentro do Congresso.


A estratégia parece ter surtido efeito: em poucas horas, milhares de interações colocaram o tema entre os mais comentados.

O PL 5041/2025 determina que as empresas aéreas não poderão cobrar pela bagagem de mão — item de até 10 kg que o passageiro leva consigo na cabine. A justificativa é que essa cobrança, autorizada em 2019, não resultou em passagens mais baratas, como alegavam as companhias à época. Pelo contrário: estudos indicam que os preços continuaram subindo, ao mesmo tempo em que a experiência do passageiro piorou.

Para defensores do projeto, o retorno da gratuidade é uma questão de equilíbrio regulatório. “As empresas utilizam artifícios para elevar custos sem melhorar o serviço. A cobrança da bagagem de mão nunca fez sentido”, argumentam os parlamentares que impulsionam a campanha.

No Senado, porém, o tema divide opiniões. Parte dos parlamentares teme que a mudança afete a estabilidade financeira das companhias aéreas, já pressionadas por custos elevados e variações cambiais. Outro grupo defende que a medida trará mais justiça ao consumidor e devolverá previsibilidade ao setor.

Enquanto o Senado não vota, o debate se intensifica. Especialistas em direito do consumidor ressaltam que o Brasil é exceção entre países que permitem cobrança pela bagagem de mão, considerada essencial para quem viaja sem despachar volume. Já as companhias aéreas afirmam que o modelo atual promove liberdade de preços e maior competitividade.

O vídeo que gerou a nova onda de repercussão destaca justamente o impacto no bolso do passageiro e convoca. “Encaminhe esse vídeo e marque os senadores nos comentários. Peça o apoio ao PL das Bagagens.”

Se o PL avançar no Senado, segue para sanção presidencial. Até lá, o consumidor observa — e pressiona. O resultado da votação pode redefinir as regras do transporte aéreo no Brasil e marcar um novo capítulo na disputa entre empresas e usuários.

Fonte do Conteudo: Denise Miranda – esbrasil.com.br

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