STF marca julgamento sobre eleição para governador do Rio de Janeiro




Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para o dia 26 de agosto a retomada do julgamento que definirá o futuro político do Rio de Janeiro. O processo estava suspenso desde o dia 9 de abril por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que devolveu os autos para a secretaria do tribunal.

Antes da interrupção, o placar na Suprema Corte registrava 4 a 1 a favor da realização de eleições indiretas e secretas para a chefia do Executivo fluminense. O ministro André Mendonça foi um dos que antecipou seu voto acompanhando a maioria provisória.

Entenda a disputa judicial: Eleição Direta x Eleição Indireta

A ação judicial foi movida pelo PSD, partido que contesta o entendimento anterior do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

  • O que defende o PSD: A legenda argumenta que o substituto para o chamado “mandato-tampão” deve ser escolhido por meio de eleições diretas (voto popular).
  • O que determinava o TSE: A decisão inicial da Justiça Eleitoral previa um pleito indireto, no qual apenas os deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) votariam, sob regime de voto secreto.

A crise institucional no estado se agravou após o ex-governador Cláudio Castro (PL) ter sido condenado à inelegibilidade pelo TSE por abuso de poder político e econômico. Em um movimento classificado pela oposição como “manobra política”, Castro renunciou ao cargo na véspera da decisão com o intuito de tentar forçar legalmente a necessidade de um pleito indireto conduzido por seus aliados na Alerj.

Linha sucessória desmantelada no Rio de Janeiro

A disputa jurídica ganhou contornos dramáticos porque a linha sucessória oficial do governo do Rio foi completamente desfeita por diferentes crises. Veja o cenário das autoridades que deveriam assumir o posto:

  • Vice-governador: Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
  • Presidente da Alerj: Rodrigo Bacellar, que seria o próximo na linha de sucessão, foi preso sob acusação de envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho e acabou cassado na mesma decisão que condenou Cláudio Castro.

Quem governa o Rio de Janeiro atualmente?

Embora o deputado Douglas Ruas (PL) tenha sido eleito para presidir a Alerj, o STF determinou que o comando do Palácio Guanabara permaneça provisoriamente com o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), até que a Corte tome uma decisão definitiva no dia 26 de agosto.

Receba notícias no WhatsApp e e-mail






Mateus Aguiar

Jornalista, meritiense e apaixonado em informar as coisas como elas são.


Fonte do Conteudo: Mateus Aguiar – diariodorio.com

VEJA MAIS

EUA sancionam brasileiros por elo com PCC

Medida atinge 2 brasileiros e 4 empresas; governo brasileiro critica ação O ministro da Fazenda,…

Saúde compra mais 50 milhões de vacinas contra covid-19 da Pfizer

O Ministério da Saúde e o laboratório Pfizer assinaram, nesta sexta-feira (30), um acordo para a…

Nagelsmann pede demissão da Alemanha após fracasso na Copa do Mundo

Julian Nagelsmann, técnico da Alemanha, pediu demissão após o baixo desempenho na Copa do Mundo…