Após denúncia realizada pelo DIÁRIO DO RIO, com base em imagens publicadas pelo perfil NecrotourRJ, a concessionária responsável pela manutenção do cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul carioca, a Rio Pax, restaurou um túmulo vandalizado.
Na última sexta-feira (7), o veículo denunciou que a lápide do general e ex-presidente Emílio Garrastazu Médici sofreu vandalização por profanação.
A partir de imagens captadas pelo perfil Necrotour, grupo voltado ao turismo cultural em cemitérios da cidade, foi possível ver que o túmulo do ex-presidente militar sofreu uma pichação com a frase: “Ditadura nunca mais” em tinta vermelha.
Apesar do grande número de funcionários circulando pelo cemitério o tempo todo e das cobranças expressivas feitas dos donos de jazigos que foram comprados para serem perpetuamente quitados, seria “humanamente impossível controlar tudo o tempo todo”, destaca o perfil dedicado ao turismo cultural nos cemitérios da cidade.
Segundo o Artigo 210 do Código Penal, violar ou profanar sepultura representam crimes contra o respeito aos mortos, passíveis de punição com reclusão, de um a três anos, além de multa.
Filho do imigrante italiano Emílio Médici e da uruguaia de origem basca Júlia Garrastazu, Médici foi um dos militares que apoiaram o golpe civil-militar em 1964.
Em outubro de 1969, Médici foi indicado pelo Alto Comando das Forças Armadas, após o afastamento definitivo do presidente Costa e Silva por motivos de saúde, para assumir a presidência da República.
Como condição para sua posse, Médici exigiu que o Congresso Nacional fosse reaberto, o que foi feito. Em 30 de Outubro de 1969, tomou posse prometendo reestabelecer a democracia até o final do mandato.
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Fonte do Conteudo: Patricia Lima – diariodorio.com