Últimas palavras
Douglas Ruas afirmou que mantém a pré-candidatura. Quem conhece a política sabe que, quando tem de afirmar que é alguma coisa, é porque deixou de ser.
Dentro ou fora?
A cúpula do PP decidiu apoiar Douglas Ruas (PL) para governador nas eleições deste ano. Isso provocou algumas mudanças na gestão Cavaliere, do grupo político de Eduardo Paes, adversário de Ruas na disputa pela cadeira do Palácio Guanabara.
Dentro ou fora II?
Uma das mudanças foi a exoneração do secretário André Luiz Daltro Ferreira, que saiu no Diário Oficial nesta segunda-feira (01/06). Para o seu lugar, foi nomeado Michel Leonardo Ferreira de Lima.
Dentro ou fora III?
Há poucos dias, o vereador Felipe Michel e outros líderes do PP participaram de agendas públicas com Eduardo Paes.
Dentro ou fora IV?
Outro caso é Renato Cozzolino, deputado federal pelo PP. Ele recebeu Paes em um grande evento em Piabetá neste sábado (30/05). Eduardo disse que Cozzolino tem tudo para ser um ótimo secretário dele caso seja eleito governador.
Dentro ou fora?
A conversa que circula é que o presidente estadual da legenda, o deputado Dr. Luizinho, disse que quem quiser apoiar Eduardo Paes está livre para isso. O PL não gostou muito dessa história, mas aí é outra história.
Unidos do Carisma
Em São João de Meriti, o time de Paes, pelo visto, conseguiu um apoio de peso. É que o ex-prefeito Dr. João recebeu a primeira-dama de Teresópolis, Cláudia Vasconcellos (PSD), para uma resenha especial.
Unidos do Carisma II
Detalhe: Dr. João era bem ligado a um deputado dos queridos de Castro. Mas a moça cristã parece que mudou o rumo pela Baixada.
Unidos do Carisma III
Para quem não conhece a fama, Dr. João é uma lenda eleitoral e um dos poucos políticos que conseguem transferir votos só à base do carinho que a população local tem com ele.
Viajandão
Rafael Satiê resolveu transformar a tribuna da Câmara do Rio em palanque monarquista de quinta categoria. Durante a discussão do projeto Praça 11 Maravilha, o vereador do PL, que é negro, decidiu desancar Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra no Brasil.
Viajandão II
Satiê disse que Zumbi não deveria ter estátua na Praça Onze porque, segundo ele, teria sido “escravagista”. E completou com uma pérola digna de túnel do tempo: quem merecia a homenagem era a princesa Isabel, “que libertou os escravos”.
Viajandão III
Como o plenário não deu muita bola, o vereador resolveu subir o tom. “Que a prefeitura tire aquele canalha do Zumbi dos Palmares de lá e bote a princesa Isabel!”, esbravejou. A fala surpreendeu até colegas do próprio PL, o que, convenhamos, não é pouca coisa.
Viajandão IV
O curioso é que o mesmo vereador que se apresenta como defensor dos bons costumes e da memória imperial também vem se destacando em outra modalidade: o turismo parlamentar. Em pouco mais de um ano de mandato, Satiê já acumulou pelo menos três viagens internacionais bancadas com dinheiro público.
Água mexida
Desde que começou a passar o facão em contratos e a enxugar os quadros da Cedae, Rafael Rolim virou alvo preferencial de antigos interesses que orbitavam a estatal.
Água mexida II
O presidente da companhia tem recebido ataques de ex-colaboradores, fornecedores contrariados e empresas que tiveram contratos revistos. Nada muito surpreendente: quando a torneira fecha, sempre aparece alguém reclamando da falta d’água.
Água mexida III
O curioso é que a artilharia não tem mirado apenas Rolim. Funcionários de carreira da Cedae, alguns com mais de 30 anos de casa, também passaram a ser alvo de campanhas difamatórias desde que ganharam mais espaço na gestão.
Água mexida IV
Nos bastidores, chegou-se a espalhar que a Cedae não teria mais motivo para fazer novas obras depois da concessão do saneamento, já que essa seria uma responsabilidade das empresas privadas.
Água mexida V
Só esqueceram de combinar com a realidade: a produção de água para cerca de 13 milhões de pessoas continua sob responsabilidade da Cedae. E é justamente por isso que a estatal vem reformando suas estações de tratamento.
Água mexida VI
“Essas medidas incomodam, mas são necessárias”, desabafou Rolim. Pelo visto, na Cedae, mexer em contrato antigo dá mais pressão do que adutora rompida.
Fonte do Conteudo: Quintino Gomes Freire – diariodorio.com