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Venezuela desbloqueia sites censurados antes de negociações

Diversos sites de notícias que estavam censurados há anos na Venezuela foram desbloqueados, segundo anúncio da agência reguladora de telecomunicações nesta quinta-feira, 17. A medida ocorre horas antes do início da segunda rodada de negociações entre o governo interino e a oposição, com o objetivo de promover uma transição política.

A liberdade de expressão será um dos temas abordados na mesa de diálogo, patrocinada pelos Estados Unidos, que será retomada em Caracas, após a primeira rodada de negociações em agosto.

Oito meses após a intervenção dos EUA para capturar Nicolás Maduro, a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) anunciou em seu site a “restabelecimento formal do acesso a diversas plataformas e veículos de mídia digital nacionais e internacionais”.

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O site de notícias NTN24 confirmou que, “após o anúncio feito pelo regime, na noite de quarta-feira foi verificado em território venezuelano e com diferentes operadoras que o acesso ao www.ntn24.com era possível sem o uso de VPN”, uma conexão criptografada.

Os veículos de mídia venezuelanos El Nacional, Efecto Cocuyo e El Pitazo também foram retirados da lista de censura.

A ONG de direitos digitais VE Sin Filtro verificou o acesso a 10 sites em diferentes provedores de internet. Ainda assim, relata que pelo menos 194 sites permanecem bloqueados no país, incluindo 84 veículos de notícias.

Jornalistas e ONGs denunciam há anos o bloqueio de sites como uma forma de censura, alegação constantemente negada pelo governo Maduro, que enfrenta acusações de tráfico de drogas em um tribunal de Nova York.

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A chefe da delegação da oposição, Dinorah Figuera, saudou a decisão. “Este é um primeiro passo. Muitos veículos de comunicação ainda estão faltando e todos precisam ser restaurados integralmente e permanentemente”, afirmou.

A medida foi recomendada horas antes pelo Programa para a Paz e a Coexistência Democrática, uma organização não governamental criada pela presidente interina Delcy Rodríguez, que governa sob pressão de Washington.

A proposta surgiu após “um processo de consulta com diferentes setores da mídia”, explicou o programa em suas redes sociais.

Com informações da Estadão Conteúdo – Internacional, Redação O Estado de S. Paulo

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Fonte do Conteudo: Karen Silva – esbrasil.com.br

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