
Bastou o calor do curto veranico aparecer para os famosos “bichos de luz” darem o ar da graça, despertando reclamações de moradores nas redes sociais. Desde sexta-feira (22), cupins alados começaram a ser vistos em bairros do Rio de Janeiro, como Catete, Flamengo e Copacabana, além de algumas áreas de Niterói.
Apesar de não transmitirem doenças, esses insetos podem causar prejuízos ao se alojarem em móveis e estruturas de madeira. Quando perdem as asas, os cupins começam a se alimentar da celulose presente no mobiliário e a criar colônias, completando seu ciclo de reprodução.
O voo em direção à luz é explicado pelo comportamento fototático positivo: eles se orientam por fontes luminosas. Na ausência de luz natural, como Sol ou Lua, acabam atraídos por lâmpadas e outros focos artificiais, que os desorientam durante o período de acasalamento.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram milhares desses insetos se movimentando de forma impressionante, assustando moradores e curiosos nos últimos dias.
Em São João de Meriti, no último sábado, moradores flagraram uma revoada e correram para apagar as luzes, numa tentativa de despistar os visitantes indesejados. Alguns recorrem a práticas caseiras, como colocar água sob as lâmpadas para afogá-los.
Segundo o biólogo Bruno Meurer, em entrevista ao jornal O Globo, as altas temperaturas são determinantes para a revoada.
“Os cupins ficam bem ativos quando esquenta, principalmente porque é o período em que tentam se reproduzir. Eles buscam áreas que não são naturais para fechar o ciclo de reprodução. Se estivessem em um ambiente mais preservado, provavelmente permaneceriam na floresta”, explica.
Para se proteger, Meurer recomenda apagar luzes internas e externas, manter a casa limpa e sem restos de madeira expostos, além de usar produtos específicos para proteger móveis e estruturas de madeira. “Eles estão apenas buscando locais adequados para concluir seu ciclo de vida”, conclui.
Fonte do Conteudo: Gabriella Lourenço – diariodorio.com