A audiência pública sobre educação, que seria realizada na noite desta terça-feira (21) pela Câmara Municipal de Alfredo Chaves, foi cancelada por falta de quórum. O encontro, convocado pela Comissão de Educação, Saúde, Assistência e Diversidade Sexual e Identidade de Gênero, tinha como objetivo discutir assuntos relevantes da rede municipal de ensino.
De acordo com a Câmara, conforme o Edital de Convocação – Audiência Pública nº 001/2025 e em conformidade com a Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Casa, a condução da audiência é de competência da comissão, composta pelos vereadores Charles Gaigher, Odair Basso e Renan Boldrini.
No entanto, apenas o parlamentar Odair Basso compareceu, o que impossibilitou a realização da audiência. O vereador Renan Boldrini apresentou uma declaração informando que estava em reunião com a deputada estadual Raquel Lessa, em Vitória, no mesmo horário do evento. Já o vereador Charles Gaigher, segundo moradores que compareceram ao plenário, não pôde participar por estar passando mal.
A audiência pública seria um desdobramento de um protocolo datado do 13 de outubro, quando o vereador Armando Zanata requereu, após deliberação do Plenário, solicitou a convocação da secretária municipal de Educação, Sônia Francisco Klein, para prestar esclarecimentos sobre três pontos específicos: o processo de contratação emergencial do transporte escolar, a decisão de mudança compulsória de turnos na EMEF Ana Araújo e a situação da Escola Municipal de Ensino Fundamental de Nova Mântua.
Como o requerimento não foi aprovado pelo plenário, foi então sugerida a realização de uma audiência pública com a presença da secretária, de modo a garantir o diálogo entre a gestão municipal, o Legislativo e a comunidade escolar.
Entre os temas previstos na pauta estavam a mudança de turnos na EMEF Ana Araújo a partir de 2026, o possível fechamento de escolas no interior, com destaque para a EMEF de Nova Mântua, e o processo de contratação emergencial do transporte escolar.
Moradores e pais de alunos que compareceram ao plenário lamentaram o cancelamento. Segundo relataram, a expectativa era de que a audiência servisse como um espaço de esclarecimento e diálogo direto com o poder público sobre decisões que afetam o cotidiano das escolas municipais. Muitos destacaram a importância de que o debate seja remarcado o quanto antes, garantindo a participação popular nas discussões sobre a política educacional do município.
A Câmara Municipal informou que ainda não há nova data definida para a realização da nova audiência.
Fotos: Divulgação
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Fonte do Conteudo: Luciana Máximo – www.espiritosantonoticias.com.br
