‘Zona Sul da Zona Norte’: ruas da Tijuca concentram alguns dos metros quadrados mais caros do Rio

Vista parcial da região da Rua Uruguai, na Tijuca

O tijucano já carrega a fama de tratar o bairro como uma cidade à parte. Agora, um levantamento antigo que voltou a circular nas redes sociais reforçou ainda mais a brincadeira de que a Tijuca seria uma espécie de “Zona Sul da Zona Norte”. Dados do levantamento “Ruas de Grife”, produzido pelo Secovi Rio, colocaram três ruas do bairro entre os endereços mais valorizados da cidade fora da Zona Sul carioca.

O destaque ficou para um quadrilátero localizado na parte alta da Rua Uruguai, região tradicionalmente associada à elite tijucana desde as décadas de 1960 e 1970. As ruas Homem de Melo, Andrade Neves e Itacuruçá aparecem no ranking como os endereços mais caros do bairro em valor de metro quadrado.

Segundo o estudo divulgado pelo Secovi-Rio em 2014, a Rua Homem de Melo liderava com média de R$ 9.079 por metro quadrado. Em seguida vinham a Rua Andrade Neves, com R$ 8.688/m², e a Rua Itacuruçá, com R$ 8.345/m². Em lançamentos mais recentes, os valores já ultrapassam os R$ 15 mil por metro quadrado, como aconteceu em algumas unidades vendidas no Residencial Tiê, ainda em obras, na Homem de Melo.

Os números chamam atenção porque superam com folga a média geral da Tijuca, hoje estimada entre R$ 6,5 mil e R$ 7 mil por metro quadrado. A valorização dessa área específica do bairro é explicada por um conjunto de fatores que mistura localização estratégica, perfil residencial consolidado e características urbanísticas difíceis de encontrar em outras regiões da Zona Norte.

Além da proximidade com o metrô e de acessos rápidos para diferentes regiões da cidade, o trecho é conhecido pela ausência de comunidades no entorno imediato e pela forte presença de prédios antigos com apartamentos amplos. Muitos imóveis ultrapassam os 200 metros quadrados, padrão que acaba elevando significativamente os valores de compra e venda.

Outras vias do entorno também seguem o mesmo padrão de valorização, como a Visconde de Cabo Frio, Dona Delfina e a própria Rua Uruguai. Nesta última, o condomínio La Isla, em construção no terreno do antigo Assaí, comercializou praticamente todas as coberturas por valores superiores a R$ 2 milhões, em apenas duas semanas de lançamento.

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Fonte do Conteudo: Victor Serra – diariodorio.com

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