Sob suspeita de corrupção, chefe de gabinete de Milei nega irregularidades no Congresso

O chefe de gabinete do governo da Argentina, Manuel Adorni, negou nesta quarta-feira, 29, ter cometido qualquer crime ao comparecer ao Congresso em meio a crescentes suspeitas de corrupção relacionadas ao aumento de seu patrimônio.

Acompanhado pelo presidente Javier Milei, que marcou presença incomum no plenário e aplaudiu o ministro em diversos momentos, Adorni respondeu a questionamentos sobre imóveis, viagens de luxo e supostas irregularidades financeiras.

“Não cometi nenhum crime e vou provar isso na Justiça”, afirmou diante dos parlamentares.

O chefe de gabinete está no centro de investigações há quase dois meses sobre operações imobiliárias suspeitas, possíveis omissões patrimoniais e gastos considerados incompatíveis com sua renda declarada. Também pesam sobre ele críticas relacionadas a viagens familiares luxuosas e à rápida evolução de seu patrimônio desde que assumiu o cargo, em dezembro de 2023.

Em aparição incomum no Congresso, Milei saiu em defesa do aliado. “Os corruptos são vocês”, respondeu o presidente ao ser questionado sobre o caso por jornalistas.

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Além de se defender, Adorni aproveitou para enaltecer a política de austeridade fiscal do governo.

“A política de equilíbrio fiscal é inegociável”, declarou. Segundo ele, a administração Milei já eliminou ministérios, secretarias e diversos organismos públicos, reduzindo em 65 mil o número de funcionários estatais e gerando uma economia anual superior a 2,5 bilhões de dólares.

Do lado de fora do Congresso, aposentados e manifestantes protestaram, denunciando corrupção e cortes sociais em meio ao agravamento das dificuldades econômicas no país.

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O episódio amplia o desgaste de uma gestão que chegou ao poder prometendo o combate à corrupção, mas que vem sendo palco de sucessivos escândalos envolvendo integrantes da própria administração.

Entre os casos recentes estão suspeitas de ocultação patrimonial na agência arrecadadora de impostos, denúncias de bens não declarados por membros do Ministério da Economia e investigações sobre uma suposta fraude milionária com a criptomoeda $Libra, escândalo que esbarra no próprio presidente.

Fonte do Conteudo: Júlia Sofia – veja.abril.com.br

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