Sempre que uma criança é diagnosticada com câncer, a luta para vencer a doença passa a ser de toda a família. Nesse contexto, os pais têm de se desdobrar para equilibrar trabalho, vida pessoal e tudo o que envolve a fase de tratamento. Sem falar que muitos precisam mudar de casa e acompanhar a rotina em busca da cura em outra cidade e até mesmo em outro estado.
Na Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (Acacci), os pais encontram o suporte que precisam, tendo uma casa de apoio à disposição com hospedagem, acolhimento e atividades integrativas. Entre os assistidos está Miguel Felipe Bazoni Santos, de 15 anos, que chegou à entidade em março deste ano para tratar um osteossarcoma (tumor ósseo). A família é de Governador Valadares, em Minas Gerais.
O pai, o carreteiro Maycoln Jonatan Gomes Santos, de 45 anos, lembra que o filho integrava o time de base no futebol quando começou a sentir dores com a rotina pesada de treinos. Desde o diagnóstico, ele tem revezado os cuidados do adolescente com a esposa. “Somos só nós dois desde o início. Por isso, a Acacci tem sido tão importante nesse processo. É um local que nos proporciona conforto, auxílio e mais dignidade nessa fase tão ruim e complicada de nossas vidas”, afirma.
Maycoln diz que a família tem recebido ajuda financeira para se manter no Estado. “Deus tem provido tudo e não nos deixa faltar nada. Creio 100% na cura do meu filho. É puxada a rotina de consultas, exames e quimioterapias, mas na Acacci temos acesso a várias atividades, como arteterapia e aulas de música”.
Ele confessa que não imaginou que a fase de tratamento seria tão difícil. “Se dependesse de mim, eu sofreria as dores por ele. Como não é possível, faço o que tiver ao meu alcance para diminuir o seu sofrimento. Ainda vamos depender da Acacci pelo menos até o fim do ano, que é quando se encerra o tratamento intensivo. Depois, passaremos para o período de manutenção”, ressalta.
A família do pequeno Paulo Cesar Santos do Amaral, de 4 anos, que saiu de Guaçuí para morar em Vitória em fevereiro deste ano, é outra beneficiada. O pai, o pastor Zoroastro Alves do Amaral, de 60 anos, conta que o filho foi diagnosticado com ganglioneuroblastoma (tumor nos tecidos nervosos) quando tinha apenas nove meses de idade, sendo submetido a 17 quimioterapias e 26 radioterapias.
“Durante todo o tratamento, dividi o cuidado do Paulinho com a minha esposa. Mas houve uma época em que recebemos apoio de familiares vindos da Bahia, pois já estávamos exaustos”, afirma.
Atualmente, a criança faz exames periódicos e acompanhamento médico no Hospital Infantil de Vitória. “O apoio que recebemos da Acacci desde o início do tratamento foi um diferencial em nossa vida. Temos suporte psicológico, social, logístico e tantos outros. Mesmo morando em Vitória agora, continuamos frequentando a entidade. As pessoas de lá se tornaram membros da nossa família. Agora, faz parte dos nossos planos sermos voluntários da instituição, auxiliando no que precisarem”, afirma.
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Fonte do Conteudo: Luciana Máximo – www.espiritosantonoticias.com.br