Vice-presidente e ministro, Geraldo Alckmin se reuniu com frente nacional de prefeitos para reduzir efeitos das tarifas de Trump; Weverson Meireles, prefeito da Serra, esteve presente
Por Robson Maia
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, do PSB, recebeu nesta quarta-feira (6), em Brasília (DF), uma comitiva da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos para discutir o impacto do tarifaço sobre os municípios brasileiros e as estratégias para mitigar os efeitos negativos sobre renda e emprego. O prefeito da Serra, Weverson Meireles, do PDT, esteve presente no encontro.
Entre os pleitos dos governantes municipais estão a compensação financeira por eventuais perdas na arrecadação municipal, a diversificação da matriz produtiva, a ampliação dos prazos de crédito rural, além de um plano de proteção dos empregos das atividades mais afetadas, nos moldes do que foi feito durante a pandemia da covid-19.
Entre todos os municípios representados, a Serra, na Região Metropolitana capixaba, foi o 5º com maior número de exportações para os Estados Unidos. Meireles comemorou o diálogo com o Governo Federal e afirmou que as gestões trabalham para reduzir impactos na economia local.
“[O vice presidente] recebeu a Frente Nacional de Prefeitos, nos ouviu com atenção e se colocou à disposição para construir soluções diante do impacto do tarifaço nas nossas cidades. A Serra tem um papel estratégico nesse debate. Em 2024, fomos a quinta cidade que mais exportou para os Estados Unidos. Agora, em 2025, já somos a terceira. Nosso pleito é claro: queremos proteger os empregos dos serranos, garantir a arrecadação do município e seguir investindo em políticas públicas de qualidade”, disse Meireles.
O gestor serrano afirmou ainda que é necessário acompanhar próximo aos representantes federais para mitigar os efeitos das tarifas de 50% impostas por Donald Trump a alguns produtos brasileiros.
“Precisamos preservar a saúde financeira das nossas empresas, que são fundamentais para o desenvolvimento da Serra e do Espírito Santo. Estamos acompanhando de perto, junto ao governo federal, cada medida que possa ajudar a reduzir os danos do tarifaço e garantir que a nossa cidade continue avançando com responsabilidade e planejamento”, acrescentou o gestor.
Líderes de outros estados apontaram promessas do Governo
Outros líderes municipais pleitearam ações do Executivo federal. À prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, do PT de Minas Gerais, Alckmin prometeu um plano de contingência para as empresas com compensações fiscais.
“O vice-presidente Alckmin,nos prometeu, para muito breve, para uma aliança possível, um plano de contingência pelo qual nós vamos poder recorrer a compensações fiscais, a compensações para as empresas que estão sendo particularmente prejudicadas.”
O prefeito de Petrolina, Simão Durando, do União Brasil de Pernambuco, explicou que o plano de contingência do governo federal precisa sair o quanto antes, especialmente por conta de produtos perecíveis, como, por exemplo, manga e uva. Durando explicou que mais de 80% da manga e da uva produzida no país são de Petrolina, Juazeiro e Vale do São Francisco.
“O que a gente veio aqui realmente para ver com o ministro, vai ser umas medidas que ele ia tomar principalmente em relação aos produtos perecíveis. São 2.500 containers de manga e mais de 900 contêineres de uva. Isso dá mais de 90 milhões de dólares que seriam exportados.
Segundo o prefeito, Alckmin sinalizou que existe a intenção por parte do governo de comprar parte dos alimentos e distribuir em programas sociais e de merenda escolar.
“Esse contingenciamento é que ele vai apresentar também nessa parte do consumo pelo governo federal, dessa nossa fruta da mango e uva para que seja consumido no mercado interno o quanto antes e ele ficou de apresentar o mais rápido possível essas medidas, ainda essa semana, que serão tomadas pelo governo federal.”
Mais cedo, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, se encontrou com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, do PSD. O estado gaúcho foi o segundo mais afetado pelo tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump, de acordo com um estudo elaborado pelo Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, que foi entregue a Alckmin pelo governador do estado.
Fonte do Conteudo: Robson Maia – esbrasil.com.br