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ES reforça monitoramento e mantém divisas abertas

Estado investe em inteligência e integração das forças para prevenir migração de criminosos após operação no Rio

Por Denise Miranda

O vice-governador do Espírito Santo afastou, de forma categórica, qualquer possibilidade de fechamento das divisas com o Rio de Janeiro. A medida, que chegou a circular nas redes sociais e grupos de mensagens, foi classificada como “sem sentido” e “sem necessidade”. Segundo ele, o Estado mantém total controle da situação, com foco na troca de informações entre os setores de inteligência e na atuação coordenada com forças de segurança de outros estados.

“Não há qualquer hipótese de fechamento de divisas. Quem governa precisa produzir segurança, não pânico. Nós mantemos uma relação contínua com os estados vizinhos, inclusive o Rio de Janeiro e a Bahia, baseada no compartilhamento de informações em tempo real”, afirmou o vice-governador.

Desde a operação de grande impacto realizada no Rio de Janeiro nos últimos dias, o governo capixaba intensificou o trabalho de inteligência para acompanhar possíveis reflexos no território estadual. De acordo com o vice-governador, a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal estão integradas em um sistema permanente de monitoramento.

“Desde que houve a movimentação no Rio, as informações começaram a chegar. Nossos serviços de inteligência compartilham dados a todo instante. Fizemos um balanço com as forças de segurança e não há qualquer evidência de migração de criminosos para o Espírito Santo. O que temos visto é o contrário: criminosos do Estado que estavam no Rio foram atingidos na operação de lá”, detalhou.

O vice-governador ressaltou que, mesmo sem sinais de risco, o núcleo estratégico do programa Estado Presente está mobilizado. O plano de contingência prevê atuação rápida diante de qualquer movimentação suspeita. “Pode ocorrer algum caso isolado, mas nada que altere nossa estratégia. Seguimos atentos e recebendo boletins de hora em hora”, destacou.

Questionado sobre a possibilidade de reforço no policiamento das fronteiras, ele explicou que a prioridade é manter a inteligência ativa, e não deslocar efetivos de forma improvisada. “Não há sentido em tirar policiais da Grande Vitória para reforçar divisas. Isso seria ineficiente. A Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Federal e as forças do próprio Rio já atuam na contenção. Nosso foco é a informação e a prevenção.”

Sobre a operação fluminense, o vice-governador evitou críticas diretas, mas ponderou sobre o impacto das imagens de alta letalidade. “As cenas são fortes, mas é difícil avaliar de fora, sem conhecer o planejamento. Tudo indica que foi uma operação de saturação, e a polícia foi recebida a tiros. Quando há confronto, as forças de segurança precisam reagir — isso acontece também aqui, quando somos atacados durante ações de combate ao crime”, disse.

Polarização

Ele também lamentou a politização do episódio. “Infelizmente, tudo no Brasil vira motivo para polarização — até o almoço de domingo. Esse caso também está sendo usado politicamente. É um momento de serenidade, não de disputa.”

O governo do Espírito Santo segue em alerta, com o plano de contingência em pleno funcionamento. As forças de segurança estaduais reforçam que não há motivo para pânico e que todas as medidas preventivas estão sendo tomadas de forma coordenada e técnica.

Fonte do Conteudo: Erik Oakes – esbrasil.com.br

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