PGR cita “disposição homicida” ao pedir condenação de kids pretos

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta terça-feira (11/11) a condenação dos réus do núcleo 3 da trama golpista, composto por nove militares do Exército e um policial federal. Segundo Gonet, o grupo colocou “autoridades públicas na mira de medidas letais” e pressionou o alto escalão do Exército a executar o golpe de Estado.

“As investigações escancaram a declarada disposição homicida e brutal da Organização Criminosa, que para isso se articulou e lançou providências executórias devidamente armadas”, afirmou Gonet.

14 imagensPrimeira Turma do STF julga núcleo dos kids pretosTenente-coronel do Exército Rodrigo Bezerra de AzevedoMinistro Flávio DinoTenente-coronel do Exército Rodrigo Bezerra de Azevedo, único réu presente no julgamento do núcleo dos kids pretosMinistro Alexandre de MoraesFechar modal.1 de 14

Primeira Turma do STF julga núcleo dos kids pretos

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Tenente-coronel do Exército Rodrigo Bezerra de Azevedo

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Ministro Flávio Dino

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Tenente-coronel do Exército Rodrigo Bezerra de Azevedo, único réu presente no julgamento do núcleo dos kids pretos

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Ministro Alexandre de Moraes

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Jeffrey Chiquini da Costa, advogado

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Jeffrey Chiquini da Costa, advogado

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PGR Paulo Gonet e Flávio Dino

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Ministro Cristiano Zanin

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Tenente-coronel do Exército Rodrigo Bezerra de Azevedo

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Nove dos 10 réus respondem por: organização criminosa armada; tentativa de golpe de Estado; tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito; deterioração do patrimônio público e dano ao patrimônio tombado. O tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior teve a denúncia atenuada para incitação ao crime.

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O julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) teve início nesta terça-feira e tem sessões marcadas para dos dias 12, 18 e 19 de novembro. O colegiado é composto pelos minsitros Flávio Dino (presidente), Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e pela ministra Cármen Lúcia. Para a condenação ou absolvição dos réus, é preciso maioria de votos.

O procurador-geral argumenta que os réus sabiam que as informações sobre fraude nas urnas eletrônicas não procediam, mas prosseguiram com a narrativa a fim de fortalecer a trama golpista.

Réus

  • General Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira: acusado de dar aval aos planos golpistas e de incentivar Jair Bolsonaro a assinar um decreto de ruptura institucional.
  • Tenente-coronel Hélio Ferreira Lima: apontado como autor de uma planilha que detalhava as etapas do golpe e de planejar ataques contra Lula, Alckmin e Moraes.
  • Tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira: acusado de monitorar autoridades e participar de reunião com Braga Netto sobre mobilização popular.
  • Tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo: suspeito de integrar o grupo encarregado da neutralização de autoridades.
  • Coronel Bernardo Romão Corrêa Netto: que teria participado de reunião em Brasília, em 28 de novembro de 2022, para pressionar generais a apoiar o golpe.
  • Coronel Fabrício Moreira de Bastos: acusado de atuar na pressão sobre comandantes militares.
  • Coronel Márcio Nunes de Resende Júnior: que teria redigido uma carta para convencer a cúpula das Forças Armadas a apoiar a ruptura democrática.
  • Tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros: acusado de colaborar na redação da mesma carta.
  • Tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior: denunciado por incitação ao crime, por estimular animosidade das Forças Armadas contra os Poderes. A PGR pediu que sua acusação fosse rebaixada, por falta de provas de envolvimento direto.
  • Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal: acusado de monitorar Lula e repassar informações sobre sua segurança a aliados de Bolsonaro.

Fonte do Conteudo: Manoela Alcântara – www.metropoles.com

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