Casa do Catador reforça o apoio ao trabalhador autônomo durante o Carnaval

Divulgação

Em seu quinto dia de funcionamento durante o Carnaval 2026, completados nesta terça-feira (14), a Casa do Catador, localizada no Centro do Rio, se consolida como um espeço de acolhimento e apoio às atividades dos catadores de recicláveis autônomos da cidade do Rio de Janeiro.

O equipamento é uma iniciativa social da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC), que coloca os trabalhadores no centro da política ambiental.

Na Casa do Catador são oferecidos vários serviços, como alimentação, espaço de descanso e higiene, apoio psicossocial, distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), regularização documental, cadastramento em políticas públicas (como CadÚnico) e organização da cadeia da reciclagem com ponto estruturado de triagem e pesagem.

O local é destinado prioritariamente a catadores em situação de vulnerabilidade social, informalidade ou que residem nas ruas. Com o serviço, a Prefeitura visa garantir condições dignas de trabalho, além da ampliação do acesso a direitos de cidadania.

Catador e representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) no Rio de Janeiro, Custodio da Silva Chaves, 66 anos, destaca que a Casa do Catador representa um avanço para dignificar a profissão e as pessoas que a exercem arduamente na capital fluminense:

“Temos catadores em situação de rua e isso aqui é o trabalho deles. Olha o resultado dessa semente que está sendo plantada aqui no Rio de Janeiro”, disse Custodio, no galpão da Casa do Catador, apontando para materiais coletados nas ruas e já separados.

Integrante da cooperativa Coopar e da Federação de Cooperativas de Materiais Recicláveis, Recuperação, Conservação Ambiental, Tratamento, Manipulação e Disposição Final de Resíduos Sólidos do Estado do Rio de Janeiro (Febracom), Jorge Neves de Souza também destacou o ineditismo e a importância da Casa para os trabalhadores:

“Essa porta aqui está verdadeiramente tendo resultado, ao acolher o catador avulso. Isso é inédito. A realidade do catador avulso, quando não havia esse projeto, era a de dormir na rua. Agora, ele pode dormir, tomar um banho. É humanidade”, disse ele.

Já a secretária de Meio Ambiente e Clima, Tainá de Paula, reforçou que a política municipal é uma “ação afirmativa do catador”:

“Os grandes eventos não podem acontecer se não tiverem operação com o catador. A Casa do Catador é fundamental porque tem muito catador vulnerável que passa sete dias em situação de rua e aqui eles têm um lugar de abrigo seguro. É uma outra qualidade de vida para a entrada no mercado de trabalho formal. Catador é trabalhador”, afirmou Tainá.

A Casa do Catador é resultada da pareceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC) e a Caixa Econômica Federal, e apoio do Governo do Brasil.

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Fonte do Conteudo: Patricia Lima – diariodorio.com

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