O ambiente político brasileiro atravessa uma fase marcada por desconfiança e polarização, na qual boas intenções já não são suficientes para garantir uma vitória eleitoral. A cada novo pleito, cresce o número de candidatos que enfrentam dificuldades para se apresentar ao eleitorado, seja pela falta de estrutura, visibilidade ou preparo técnico.
A disputa nas urnas é cada vez mais acirrada. De um lado, políticos tradicionais lidam com o desgaste natural do tempo e altos índices de rejeição. De outro, novos nomes tentam se destacar, mas esbarram na falta de reconhecimento público. Apesar dos desafios distintos, ambos compartilham uma mesma necessidade: comunicar-se de forma eficiente e criar conexão real com o eleitor.
É nesse contexto que o marketing político moderno assume papel estratégico. Muito além da propaganda convencional ou da simples presença nas redes sociais, o marketing eleitoral envolve pesquisa aprofundada, análise do cenário local, construção de discurso coerente, identidade visual consistente, blindagem contra ataques e fake news, além de atuação ativa em canais como WhatsApp, SMS e até mensagens de áudio com a voz do próprio candidato.
Para o consultor político Gilberto Vitor, o que define uma vitória não é a popularidade momentânea, mas sim a estratégia. “Não existe vitória por acaso. Hoje, quem não se planeja está fora do jogo antes mesmo de iniciar a campanha”, afirma.
Com mais de 20 anos de atuação no marketing político, Gilberto Vitor já participou, de forma direta e indireta, de 118 campanhas eleitorais em todo o Brasil, alcançando um índice de 82% de sucesso nas urnas.
Segundo o consultor, uma das perguntas mais recorrentes no cenário eleitoral é sobre quem tem mais chances de se eleger: o político tradicional ou o candidato novo. Para ele, ambos apresentam forças e fragilidades.
“O candidato novo costuma gerar expectativa no eleitorado, mas enfrenta a falta de experiência. Já o político tradicional possui estrutura e visibilidade, porém carrega níveis elevados de rejeição”, analisa.
De acordo com Gilberto Vitor, a diferença decisiva está na forma como cada candidatura constrói sua narrativa e estabelece diálogo com o eleitor.
Com o avanço da tecnologia e as novas regras eleitorais previstas para 2026, o uso estratégico do marketing político eleitoral torna-se ainda mais determinante. A disputa deixou de acontecer apenas nas ruas ou no horário eleitoral gratuito do rádio e da televisão.
“Hoje, a eleição ocorre no ambiente digital, no celular do eleitor, no feed das redes sociais, nos grupos de WhatsApp e até por meio de mensagens de voz que chegam no momento certo”, destaca.
Para o consultor, candidaturas que se comunicam bem, compreendem o perfil do eleitor e trabalham com estratégia têm maiores chances de transformar intenção de voto em voto efetivo
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